Conselho de Paz para Gaza: Trump convida Lula e impõe aporte bilionário

Proposta prevê participação de chefes de Estado e contribuição financeira de US$ 1 bilhão

Plano de Trump para Gaza inclui Conselho de Paz com Lula entre os convidados e exigência de aporte financeiro para os países participantes.

Imagem: Reprodução/ Agência RT

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “Conselho de Paz” para Gaza, iniciativa que faz parte do plano apresentado por Trump para tentar encerrar a guerra entre Israel e o Hamas.

O convite foi confirmado pelo Itamaraty e chegou ao governo brasileiro por meio da Embaixada do Brasil em Washington. Até o momento, o Palácio do Planalto não informou se Lula aceitará participar do conselho.

A criação do grupo marca mais um movimento na retomada das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, após a recente decisão do governo americano de retirar parte das tarifas impostas a produtos brasileiros durante a gestão Trump.

Além de Lula, outros líderes mundiais também teriam sido convidados para compor o Conselho de Paz. Entre os nomes citados estão o presidente da Argentina, Javier Milei; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi; e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

De acordo com informações divulgadas pelas agências Bloomberg e Reuters, o Conselho de Paz ficará acima de outros órgãos executivos criados para a administração temporária de Gaza. A estrutura prevê ainda um Conselho Executivo fundador e um Conselho Executivo de Gaza, que supervisionará o trabalho do Comitê Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), responsável pela governança provisória e pela reconstrução do território.

Trump deverá presidir o Conselho de Paz, que integra um plano mais amplo de 20 pontos para encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo documentos do governo americano, cada país-membro terá mandato inicial de até três anos, com possibilidade de renovação a critério do presidente dos Estados Unidos.

Os documentos também indicam que os países convidados precisarão contribuir financeiramente para participar do grupo. A proposta prevê um aporte de US$ 1 bilhão para permanência no conselho, com exceções para os países que fizerem contribuições superiores a esse valor já no primeiro ano.

Até o momento, não há anúncio de representantes palestinos nem de mulheres entre os integrantes do Conselho de Paz. A Casa Branca informou que novos membros poderão ser incluídos nas próximas semanas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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