Brasil e México decidiram ampliar a cooperação em diferentes áreas estratégicas durante a II Reunião da Subcomissão de Assuntos Multilaterais Brasil-México, realizada de forma remota.
O encontro reuniu representantes diplomáticos dos dois países para discutir temas ligados à política internacional, tecnologia, direitos humanos e segurança alimentar.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (22), as duas nações destacaram a convergência de posições em fóruns internacionais e reforçaram o interesse em atuar de maneira coordenada em pautas globais.
Entre os principais pontos debatidos esteve a cooperação em inteligência artificial e infraestrutura tecnológica.
Brasil e México concordaram em fortalecer a articulação internacional sobre o tema, especialmente em espaços como a Organização das Nações Unidas e o G20, defendendo que o avanço tecnológico beneficie também países em desenvolvimento.
As delegações reafirmaram ainda apoio ao multilateralismo, à democracia e ao respeito ao direito internacional como instrumentos fundamentais para enfrentar os desafios geopolíticos atuais.
Durante a reunião, representantes dos dois governos também trocaram avaliações sobre o cenário internacional e conflitos em diferentes regiões do mundo.
Outro tema abordado foi o fortalecimento da ONU. Brasil e México manifestaram apoio conjunto à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da organização.
Segundo os dois governos, a experiência política e diplomática da ex-presidente representa um perfil adequado para liderar a entidade em um período de transformações globais.
Na área de segurança internacional, os países reafirmaram o compromisso histórico com o desarmamento nuclear e com o uso pacífico da energia nuclear.
Também destacaram a importância de manter a América Latina e o Caribe como regiões livres de armas nucleares e comprometidas com a paz.
Os direitos humanos também estiveram entre os assuntos prioritários do encontro.
Brasil e México defenderam a proteção de grupos considerados mais vulneráveis, incluindo mulheres, crianças, povos indígenas e afrodescendentes, diante do risco de retrocessos em políticas sociais e de inclusão.
No campo social, os dois governos reforçaram a importância da cooperação para o combate à fome e à pobreza.
O tema já vinha sendo discutido desde conversas anteriores entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que demonstrou interesse em programas brasileiros voltados à segurança alimentar.
*Da Agência Fonte Exclusiva
