Após quase oito anos, STF julga acusados de ordenar execução de Marielle Franco

Julgamento pode definir responsabilidade dos supostos mandantes do crime que teve repercussão internacional.

Supremo Tribunal Federal inicia votação que pode esclarecer quem mandou matar Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (24) o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em março de 2018, no Rio de Janeiro.

A sessão começou às 9h30 e deverá se estender por mais duas etapas, previstas para a tarde desta terça-feira e a manhã de quarta-feira (25). Os ministros irão decidir se os denunciados serão condenados ou absolvidos pelas acusações relacionadas à execução do atentado.

Quem são os réus

Respondem ao processo:

Todos permanecem presos preventivamente.

O julgamento é acompanhado por familiares das vítimas, entre eles a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da vereadora, e Ágatha Reis, viúva do motorista Anderson Gomes.

Acusação

Segundo a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor confesso dos disparos que mataram Marielle e Anderson, os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa teriam atuado como mandantes do crime.

De acordo com a investigação da Polícia Federal:

A apuração aponta que o assassinato estaria ligado à atuação política de Marielle Franco contra interesses relacionados a disputas fundiárias e áreas dominadas por milícias na capital fluminense.

Os acusados negam envolvimento.

Como será o julgamento

A sessão segue o rito padrão do STF:

  1. abertura pelo presidente da Primeira Turma, ministro Flávio Dino;
  2. leitura do relatório pelo relator Alexandre de Moraes;
  3. manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR);
  4. sustentações orais das defesas;
  5. votação dos ministros.

Quatro ministros participarão da decisão:

O colegiado está incompleto após a saída do ministro Luiz Fux para a Segunda Turma, o que reduz o total de votos possíveis.

Um julgamento histórico

O processo representa um marco na tentativa de responsabilização dos supostos mandantes de um crime político que mobilizou o país e ganhou repercussão internacional.

Quase oito anos após o assassinato, o julgamento no STF é visto como etapa decisiva para esclarecer a cadeia de comando por trás da execução da vereadora e do motorista.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

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