O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) divulgou, na noite desta quarta-feira (12), documentos sobre sua formação acadêmica depois que uma pós-graduação em Ciências Políticas atribuída a ele passou a ser questionada.
Nas redes sociais, Flávio publicou diplomas referentes à graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes, à especialização em Políticas Públicas pelo Iuperj-UCAM e Escola de Políticas Públicas e Governo e a um MBA em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Novos Negócios pela Fundação Getulio Vargas.
A pós-graduação em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mencionada anteriormente em perfis institucionais ligados à trajetória do senador, não aparece entre os documentos apresentados.
A divergência ganhou repercussão depois que o g1 mostrou que páginas oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro registravam essa formação. No caso da Alerj, o curso era associado diretamente à UFRJ.
Questionada sobre o assunto, a universidade informou que não localizou registros de Flávio Bolsonaro como aluno da instituição. A campanha do senador atribuiu a informação a um erro reproduzido ao longo dos anos em diferentes biografias e páginas públicas.
Na postagem em que apresentou os diplomas, Flávio afirmou que decidiu tornar os documentos públicos para esclarecer dúvidas sobre sua formação. Também destacou sua trajetória profissional e política e lembrou funções que exerceu durante os mandatos como deputado estadual no Rio.
O episódio abriu uma discussão menos sobre a existência de diplomas apresentados pelo senador e mais sobre a origem da informação incorreta que permaneceu por anos em perfis institucionais.
Até o momento, não há indicação de que Flávio tenha apresentado ou utilizado um diploma falso referente à pós-graduação em Ciências Políticas. O que está em discussão é a presença dessa qualificação em registros públicos apesar de a UFRJ afirmar que não encontrou vínculo acadêmico correspondente.
Adversários políticos aproveitaram o caso para cobrar explicações sobre a manutenção do curso nas biografias oficiais. Entre as críticas, está o questionamento sobre como a informação foi incorporada e permaneceu por tanto tempo em materiais relacionados à vida pública do senador.
A campanha sustenta que se trata de um equívoco de cadastro e que a formação acadêmica correta é a apresentada nos diplomas divulgados nesta quarta-feira.
Com a publicação, Flávio tenta encerrar a controvérsia em torno de sua trajetória acadêmica. A origem da informação sobre a pós-graduação em Ciências Políticas, porém, segue sem esclarecimento definitivo.
*Da Agência Fonte Exclusiva
