Afastado pelo STF, prefeito de Macapá renuncia ao cargo e diz que pretende disputar governo do Amapá

Investigação federal apura suspeitas de irregularidades em contrato milionário para construção de hospital.

Presidente da Câmara assume Prefeitura de Macapá após renúncia de Dr. Furlan

Após decisão do STF, prefeito de Macapá renuncia ao cargo em meio a investigação sobre suposto desvio de recursos públicos em obra da saúde.

O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), renunciou ao cargo após ter sido afastado por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O afastamento ocorreu no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos ligados à construção do Hospital Geral Municipal da capital amapaense.

As investigações indicam possíveis práticas de direcionamento de licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo agentes públicos e empresários. O contrato sob análise teria sido firmado com a empresa Santa Rita Engenharia e possui valor estimado em aproximadamente R$ 70 milhões.

A medida de afastamento foi determinada para evitar interferências no andamento das investigações conduzidas pelas autoridades federais. O caso envolve recursos da União destinados à área da saúde, o que levou o processo à esfera do Supremo Tribunal Federal.

Mesmo após a decisão judicial, Dr. Furlan afirmou que pretende disputar o governo do Amapá nas próximas eleições. Pela legislação eleitoral brasileira, prefeitos que desejam concorrer ao governo estadual precisam deixar o cargo meses antes do pleito, prazo que normalmente ocorre no início de abril.

Com a renúncia oficializada, a Prefeitura de Macapá passa a ser comandada interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro da Lua (União Brasil), que assume a gestão do município enquanto o cenário político e jurídico do caso segue em andamento.

A investigação continua em curso e busca esclarecer a existência de possíveis irregularidades na contratação e execução das obras do hospital municipal. As autoridades responsáveis ainda analisam documentos, contratos e movimentações financeiras relacionadas ao projeto.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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