Após a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin nesta sexta-feira (15), em uma base militar no Alasca, que sinalizou mas não consolidou avanços concretos para o fim da guerra na Ucrânia, o presidente americano e o líder ucraniano, Volodimir Zelenski, confirmaram novo encontro. A reunião está marcada para segunda-feira (18), em Washington, e é vista como etapa crucial nas negociações de paz.
Zelenski anunciou o compromisso em mensagem publicada no X (antigo Twitter). “A Ucrânia reafirma sua disposição de trabalhar com o máximo esforço para alcançar a paz”, escreveu, acrescentando apoio à proposta de Trump de um encontro trilateral com Rússia e Estados Unidos. “Questões-chave podem ser discutidas diretamente pelos líderes, e o formato trilateral é o mais adequado para isso”, afirmou.
Trump também confirmou a agenda. Fontes ouvidas pela Reuters revelaram que, caso a conversa com Zelenski seja bem-sucedida, o republicano planeja convocar uma nova reunião com Putin. Durante o encontro de sexta, Trump defendeu que a saída para a guerra passa “diretamente por um acordo de paz, não apenas por um cessar-fogo”. Putin, por sua vez, declarou que ambos “chegaram a um acordo para pavimentar o caminho para a paz”.
Histórico das reuniões entre Trump e Zelenski
O último encontro presencial entre Trump e Zelenski ocorreu em abril, durante o funeral do papa Francisco, em Roma. Na ocasião, ambos se reuniram privadamente na Basílica de São Pedro antes da cerimônia. Antes disso, em fevereiro, eles já haviam se encontrado no Salão Oval da Casa Branca, em reunião marcada por tensões e provocações que levaram à interrupção abrupta do diálogo, sem assinatura do acordo de mineração previsto.
Europa quer papel central
Zelenski destacou a necessidade de envolver a Europa nas tratativas. “É importante que os europeus estejam presentes em todas as etapas para garantir garantias de segurança confiáveis, juntamente com os Estados Unidos”, afirmou no X.
Neste sábado (16), líderes europeus emitiram uma declaração conjunta apoiando os esforços de Trump para pôr fim ao conflito. O documento, assinado por Emmanuel Macron (França), Giorgia Meloni (Itália), Friedrich Merz (Alemanha), Keir Starmer (Reino Unido), Alexander Stubb (Finlândia), Donald Tusk (Polônia), António Costa (Conselho Europeu) e Ursula Von der Leyen (Comissão Europeia), afirma que a Ucrânia necessita de “garantias sólidas de segurança” para proteger sua soberania e integridade territorial.
O comunicado ressalta que Moscou não pode vetar o ingresso da Ucrânia na União Europeia ou na Otan e que fronteiras internacionais não devem ser modificadas pela força. Os líderes europeus também reforçaram o compromisso de manter sanções contra a Rússia e medidas econômicas adicionais para pressionar o Kremlin em direção a uma “paz justa e duradoura”.
Da Agência Fonte Exclusiva.
