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Governo Trump revoga vistos da esposa e filha do ministro Alexandre Padilha e amplia sanções ligadas ao programa Mais Médicos, em meio a novas tensões diplomáticas entre Brasil e EUA.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, liderou criação do programa em 2013 (Marcelo Camargo/Agência Brasil )

Governo Trump revoga vistos de familiares do ministro Alexandre Padilha

Medida faz parte de escalada de retaliações contra autoridades brasileiras ligadas ao programa Mais Médicos

Redação Por Redação
16/08/2025 - 09:24
em Brasil
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O governo de Donald Trump revogou os vistos de entrada nos Estados Unidos da esposa e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, intensificando a escalada de tensões com autoridades brasileiras. Padilha, que teve seu visto vencido em 2024, agora também está impedido de solicitar um novo. A medida foi confirmada pelo portal G1 e pela BBC News Brasil.

O episódio ocorreu dias após a Casa Branca anunciar a revogação de vistos de brasileiros ligados ao programa Mais Médicos, criado em 2013 durante o governo Dilma Rousseff. À época, Padilha era ministro da Saúde e articulou a vinda de médicos cubanos para suprir a carência em áreas remotas do país.

Indignado, Padilha classificou a decisão como “covarde”, destacando que a retaliação atinge até sua filha de apenas 10 anos. Ele responsabilizou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por articular tais sanções junto ao governo americano.

Além da família de Padilha, outros nomes ligados ao Mais Médicos também foram atingidos. Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, coordenador-geral para a COP30 da OTCA, tiveram seus vistos suspensos sob a acusação de colaboração com o “trabalho forçado cubano”.

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A decisão faz parte da retomada da política americana de restrição de vistos relacionados a Cuba, anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Segundo Washington, os envolvidos teriam enriquecido o regime cubano e burlado sanções por meio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), que intermediou a implementação do programa.

No Brasil, o Mais Médicos foi reformulado e hoje prioriza profissionais brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, 92,25% dos 24,9 mil médicos ativos no programa são nacionais, representando o maior projeto de provimento médico do mundo, com cerca de 28 mil profissionais atuando em áreas de difícil acesso.

O episódio soma-se a outras retaliações recentes dos EUA contra o Brasil, como a imposição de tarifas de 50% sobre produtos nacionais e sanções ao ministro Alexandre de Moraes.

Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #AlexandrePadilha#Brasil#Cuba#Diplomacia#DonaldTrump#EduardoBolsonaro#EUA#MaisMedicos#política#Saude#STF#TensõesInternacionais
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