O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou que esteja considerando retirar Pete Hegseth do comando do Departamento de Guerra. A declaração foi feita após rumores de mudanças na equipe do governo ganharem força com a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.
Questionado por uma jornalista sobre a possibilidade de demissão do secretário, Trump demonstrou apoio à permanência dele no cargo. “Não, acho que ele está fazendo um trabalho muito bom”, respondeu.
A manifestação contrasta com informações divulgadas pela CBS News. Segundo a emissora, que ouviu diferentes fontes, Trump estaria avaliando a atuação de integrantes do governo e buscando identificar responsabilidades pelo resultado eleitoral. Nesse cenário, Hegseth poderia estar entre os primeiros nomes cotados para deixar a administração.
A reportagem também apontou que o presidente teria conversado com assessores sobre a continuidade do secretário à frente do Pentágono. A condução da guerra dos Estados Unidos contra o Irã estaria entre os fatores considerados nessas discussões.
Guerra contra o Irã é apontada como fator da derrota republicana
O conflito com o Irã entrou no debate sobre os motivos que levaram os republicanos a perder espaço nas eleições. O vice-presidente J.D. Vance atribuiu diretamente o resultado à guerra em uma publicação na rede social X.
“A razão pela qual perdemos foi a guerra”, escreveu.
A declaração colocou novamente em evidência os possíveis efeitos políticos das decisões militares do governo Trump. O desempenho da administração no conflito também passou a ser discutido em meio aos questionamentos sobre a atuação de integrantes do alto escalão.
De acordo com a CBS News, o governador republicano da Flórida, Ron DeSantis, chegou a ser mencionado como uma possível alternativa para assumir o Departamento de Guerra, caso Hegseth fosse afastado.
Até o momento, porém, não houve anúncio oficial de substituição, e Trump afirmou publicamente que está satisfeito com o atual secretário.
Democratas querem investigar atuação do secretário
Além das especulações sobre uma possível mudança no comando da pasta, Hegseth enfrenta pressão de parlamentares democratas no Congresso americano.
Após conquistarem a maioria nas duas casas legislativas, integrantes do partido pretendem abrir investigações sobre a atuação do secretário durante a guerra contra o Irã. O objetivo é examinar decisões relacionadas à condução das operações militares e à participação de Hegseth no conflito.
Parlamentares da oposição também apresentaram propostas de impeachment contra o responsável pelo Departamento de Guerra.
O cenário aumenta a pressão política sobre o secretário, que passou a enfrentar questionamentos tanto no Congresso quanto dentro do próprio governo, segundo os relatos publicados pela imprensa americana.
Apesar das informações sobre consultas internas e possíveis substituições, Trump não confirmou qualquer mudança na equipe. Pelo contrário, sua declaração pública reforçou o apoio à permanência de Hegseth no cargo.
*Da Agência Fonte Exclusiva
