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Terra pode ser atingida por tempestade geomagnética forte nesta segunda-feira após ejeção de massa coronal lançada pelo Sol.

🎥Reprodução/Internet

Terra entra em alerta para forte tempestade geomagnética

Fenômeno de intensidade G3 é provocado por uma nuvem de plasma ejetada pelo Sol; evento pode durar mais de 24 horas e afetar comunicações, satélites e sistemas de navegação.

redacao Por redacao
08/06/2026 - 09:26
em Internacional
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Uma forte tempestade geomagnética pode atingir a Terra nesta segunda-feira, 8 de junho, após uma ejeção de massa coronal lançada pelo Sol no último sábado, 6. O fenômeno é monitorado por centros internacionais de clima espacial e pode alcançar o nível G3, classificado como forte na escala usada para medir perturbações no campo magnético terrestre.

O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, dos Estados Unidos, emitiu alerta de tempestade geomagnética G3 para esta segunda-feira e G2 para terça-feira, 9, devido à chegada prevista da nuvem de plasma que deixou o Sol em 6 de junho. A agência informou que a população deve acompanhar novas atualizações, já que previsões de clima espacial podem mudar conforme o material solar se aproxima da Terra.

A ejeção de massa coronal, conhecida pela sigla CME, ocorre quando o Sol lança ao espaço grandes quantidades de plasma e campos magnéticos. Quando esse material segue em direção ao planeta, pode interagir com a magnetosfera terrestre e provocar tempestades geomagnéticas de diferentes intensidades.

Segundo o Laboratório de Astronomia Solar da Rússia, há previsão de uma forte tempestade magnética de nível G3 para esta segunda-feira. A instituição também aponta que a atividade solar registrada no início do mês ainda pode produzir efeitos, apesar de o pico anterior já ter sido considerado encerrado.

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A previsão ganhou força após análises de imagens e modelos matemáticos. Dados da sonda espacial STEREO, que observa o Sol e a Terra a partir de outro ângulo no espaço, indicaram que a nuvem de plasma pode estar direcionada ao planeta. Além disso, coronógrafos próximos da Terra registraram um evento do tipo “halo”, nome usado quando a ejeção solar aparece se expandindo ao redor do Sol nas imagens, sinal de possível deslocamento na direção da Terra.

Tempestades geomagnéticas de nível G3 podem causar efeitos em sistemas de energia, operação de satélites, comunicações por rádio de alta frequência e navegação. A NOAA informa que, nesse nível, podem ocorrer efeitos de tensão em sistemas elétricos, necessidade de correções em satélites, interferência em rádio HF e possibilidade de auroras em latitudes médias.

No Brasil, os impactos devem ser limitados e acompanhados principalmente por setores técnicos. Como o país está localizado majoritariamente em regiões tropicais e de baixa latitude, a possibilidade de efeitos visíveis, como auroras, é considerada remota.

Ainda assim, os estados do Sul — Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná — são os que estariam relativamente mais expostos por causa da posição geográfica mais ao sul. Mesmo nesses locais, a chance de impacto perceptível para a população é baixa.

Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, não há expectativa de efeitos diretos relevantes para a rotina da população. A atenção principal fica voltada para sistemas sensíveis, como satélites, GPS, comunicações por rádio de alta frequência, operações espaciais, aviação e redes elétricas.

Para a população em geral, uma tempestade geomagnética G3 não representa risco direto na superfície da Terra. O monitoramento é importante porque a sociedade depende cada vez mais de tecnologias vulneráveis a perturbações no ambiente espacial, especialmente navegação por satélite, telecomunicações, energia e sistemas de posicionamento.

Especialistas ressaltam que a intensidade final do evento depende de fatores como velocidade, densidade e orientação do campo magnético da nuvem de plasma no momento em que ela chega à Terra. Por isso, a previsão pode ser ajustada ao longo do dia.

O resultado da interação entre a ejeção solar e o campo magnético terrestre deve ser conhecido nas próximas horas, conforme os centros de monitoramento atualizarem os dados em tempo real.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Astronomia#Ciência#ClimaEspacial#GPS#NOAA#sol#TempestadeGeomagnetica#TempestadeSolar
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