Protestos na Suíça terminam em confrontos, barricadas incendiadas e danos a lojas

Manifestações em Zurique e Basileia tiveram enfrentamentos com a polícia, vandalismo e interrupção do transporte público; atos também envolveram solidariedade à cidade síria de Kobanê.

Protestos na Suíça terminam em confrontos com a polícia, barricadas incendiadas e vandalismo em Zurique e Basileia. Atos também citam Kobanê.

Imagem: Reprodução/Redes sociais.

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança marcaram uma série de protestos realizados em cidades da Suíça. Os atos terminaram com barricadas em chamas, vitrines quebradas, danos a estabelecimentos comerciais e intervenções policiais, principalmente em Zurique e Basileia, conforme informações da imprensa local.

Em Zurique, participantes utilizaram contêineres de lixo, patinetes elétricos e outros objetos para bloquear ruas. Parte das estruturas foi incendiada durante a manifestação.

Em Basileia, aproximadamente 150 pessoas participaram de uma marcha sem autorização. O grupo também montou barricadas com contêineres em chamas, provocando bloqueios em vias públicas e a interrupção temporária do transporte coletivo.

Polícia utiliza gás lacrimogêneo e balas de borracha

Para dispersar os manifestantes, as forças policiais utilizaram canhões de água, gás lacrimogêneo e balas de borracha. Durante os confrontos, participantes responderam com o lançamento de fogos de artifício, garrafas e pedras.

Os episódios também provocaram danos ao patrimônio. Vitrines de estabelecimentos comerciais foram vandalizadas, assim como uma agência do banco suíço UBS. Em uma das fachadas atingidas, foi escrita a frase: “Os ricos querem guerra — queremos futuro”.

Protestos também fazem referência à cidade síria de Kobanê

As manifestações ocorreram em meio a mobilizações de solidariedade internacional. Na sexta-feira anterior, cerca de mil pessoas se reuniram na capital suíça para marcar o Dia Mundial de Kobanê, celebrado em 1º de novembro.

A data relembra a resistência da cidade síria de Kobanê durante mais de quatro meses de ataques do Estado Islâmico. O episódio se tornou um marco no enfrentamento ao grupo extremista e representou uma de suas primeiras grandes derrotas militares no Oriente Médio.

O Comitê Rojava Zurique, integrante da coalizão que organizou a mobilização, afirmou que a resistência de Kobanê continua tendo importância no cenário internacional. Em seu posicionamento, o grupo criticou o que considera uma lógica econômica que sustenta conflitos armados e beneficia setores ligados ao poder.

Os organizadores também defenderam ações de solidariedade na Europa. Segundo o comitê, países do continente mantêm relações econômicas que contribuem para o financiamento e a sustentação de guerras.

Organizadores denunciam repressão policial

Em pronunciamento após os protestos, representantes da organização criticaram a atuação das forças de segurança e classificaram as intervenções como episódios de repressão estatal.

O grupo afirmou que pretende continuar realizando mobilizações e ocupando espaços públicos, indicando que novas manifestações devem ocorrer.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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