O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz (CDU), declarou que o Estado de bem-estar social do país “já não é mais financiável” e defendeu uma agenda de cortes de benefícios, sem elevar a carga tributária, especialmente para empresas de médio porte.
As declarações, feitas em evento de seu partido, colocam Merz em choque direto com seu principal parceiro de coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD). Enquanto a CDU de Merz propõe cortes, o SPD defende o aumento de impostos para os mais ricos como forma de cobrir os custos crescentes do sistema de seguridade social.
Merz criticou diretamente o auxílio-desemprego Bürgeld, sugerindo que seus 5,6 milhões de beneficiários estão sendo incentivados a não trabalhar. “Não vou censurar os que usam [o benefício]. A censura é contra nós: nós fazemos ofertas que um ou outro olha e diz: ‘Eu seria estúpido se não aceitasse'”, afirmou, prometendo tornar o retorno ao mercado de trabalho mais vantajoso.
A posição é vista como um aceno ao eleitorado conservador da CDU e a eleitores da ultradireita da AfD, em um momento em que Merz penpara para consolidar sua base de apoio.
Da Agência Fonte Exclusiva.
