Polícia prende novos suspeitos do roubo histórico ao Museu do Louvre; joias seguem desaparecidas

Sete pessoas estão presas pelo assalto que chocou o mundo da arte. O grupo usou um guindaste em plena luz do dia para levar joias da coroa francesa avaliadas em 88 milhões de euros.

Polícia prende novos suspeitos do roubo histórico ao Museu do Louvre

Vista exterior del Museo del Louvre. Wikimedia Commons (autor: Demiannnn)

Sete pessoas foram presas na França e em outros países da Europa por envolvimento no ousado assalto que resultou no roubo de joias da coroa francesa avaliadas em 88 milhões de euros (cerca de R$ 520 milhões). O caso, considerado um dos maiores crimes contra o patrimônio histórico europeu nas últimas décadas, ocorreu em plena luz do dia e chocou o mundo da arte.

De acordo com a Promotoria de Paris, os criminosos utilizaram um guindaste industrial para içar cofres inteiros de um museu localizado no Vale do Loire. A ação durou menos de 15 minutos e foi realizada com precisão milimétrica. As joias roubadas faziam parte do acervo da família real francesa e estavam sob exibição pública desde 2012.

Entre as peças levadas estão a coroa da imperatriz Eugénie, o cetro de Carlos X e um colar de diamantes datado do século XIX. Especialistas descrevem o roubo como “um golpe cinematográfico”, comparando-o a cenas de filmes de espionagem.

As autoridades francesas confirmaram que parte do grupo foi detida em Marselha e Lyon, enquanto outros suspeitos foram localizados na Bélgica e na Suíça. A Interpol e a Europol apoiaram a operação internacional, que envolveu rastreamento de comunicações e movimentações financeiras em criptomoedas.

A polícia ainda busca recuperar as joias, que podem ter sido desmontadas para revenda clandestina. O Ministério da Cultura da França classificou o crime como “um ataque direto ao patrimônio nacional”.

“Não se trata apenas de um roubo de valor econômico, mas de um atentado contra a memória e a identidade da França”, declarou a ministra da Cultura, Rachida Dati.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que o grupo possuía informações privilegiadas sobre a estrutura do museu e os horários de vigilância. Um dos detidos é um ex-funcionário de uma empresa de transporte de obras de arte.

O caso trouxe à tona debates sobre a segurança de museus europeus e a vulnerabilidade de acervos históricos em exposições públicas.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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