Israel ampliou neste domingo (31/08) sua ofensiva contra a Cidade de Gaza, realizando ataques aéreos e terrestres que destruíram casas e obrigaram famílias a deixarem suas residências. O gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve se reunir para discutir um plano que visa consolidar o domínio sobre a cidade, considerada o último bastião do Hamas.
No sábado, milhares de israelenses foram às ruas em Tel Aviv pedindo cessar-fogo e a libertação dos reféns. Familiares das vítimas também protestaram em frente às casas de ministros.
A guerra teve início após os ataques do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que deixaram mais de 1.200 mortos e resultaram no sequestro de 251 pessoas. Hoje, estima-se que apenas 20 dos 48 reféns ainda estejam vivos.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, quase 63 mil palestinos morreram desde o início do conflito. Apenas neste domingo, 30 pessoas foram mortas em ataques israelenses, incluindo 13 que buscavam alimentos em um posto de assistência. Israel contesta os números de vítimas apresentados pelo Hamas.
Gabinete prepara ofensiva em larga escala
Autoridades israelenses afirmaram que a reunião do gabinete de segurança de Netanyahu deve discutir as próximas etapas da ofensiva. A expectativa é de que a operação em larga escala só ocorra nas próximas semanas, após evacuação de civis.
A chefe da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric, alertou que a retirada em massa de habitantes poderia gerar uma crise ainda mais grave, devido à escassez de alimentos, medicamentos e abrigos. Atualmente, metade dos 2 milhões de habitantes da Faixa de Gaza se encontra na Cidade de Gaza.
Reféns e protestos
O Exército israelense reconhece que a intensificação dos ataques pode colocar em risco os reféns ainda mantidos pelo Hamas, enquanto cresce a pressão popular em Israel pela libertação imediata.
Morte de líder do Hamas
O ministro da Defesa, Israel Katz, confirmou a morte de Abu Obeida, porta-voz das Brigadas al-Qassam, braço militar do Hamas. Ele teria sido atingido em um ataque aéreo, embora o grupo palestino ainda não tenha confirmado oficialmente a informação, classificando-a como “guerra psicológica”.
Possível anexação da Cisjordânia
Fontes ouvidas pela Reuters revelaram que Israel pode discutir a anexação de áreas da Cisjordânia como resposta ao recente reconhecimento do Estado Palestino por países como a França. A medida, caso avançasse, poderia desencadear fortes reações da comunidade internacional e dos palestinos, que reivindicam o território para a criação de seu futuro Estado.
Da Agência Fonte Exclusiva.
