Governo inicia reuniões com setores afetados por tarifa dos EUA e prepara medidas de apoio

Ministério avalia impactos da taxa de 25% sobre produtos brasileiros e estuda ampliar programa de proteção a empresas exportadoras.

Governo federal reúne setores prejudicados pela tarifa de 25% dos Estados Unidos e analisa medidas para reduzir impactos nas exportações brasileiras.

Imagem: Reprodução/ Ton Molina/Getty Images/Andrew Harnik/Getty Images/ Via RT

Representantes do governo federal iniciam nesta terça-feira (21) uma série de reuniões com setores da economia brasileira que podem ser afetados pela tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais.

A iniciativa tem como objetivo identificar os impactos da medida, ouvir empresas exportadoras e discutir alternativas para reduzir possíveis prejuízos.

Os encontros serão conduzidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro interino da Fazenda, Dario Durigan.

Entre os segmentos considerados mais vulneráveis estão as indústrias de madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Esses setores possuem forte presença nas exportações destinadas ao mercado norte-americano e podem enfrentar dificuldades com o aumento dos custos comerciais.

Plano Brasil Soberano pode ganhar reforço

Como resposta à nova barreira comercial, o governo avalia ampliar o Plano Brasil Soberano, criado para oferecer suporte a empresas afetadas por medidas internacionais que prejudicam a atividade exportadora.

A ampliação do programa faz parte de um conjunto de alternativas estudadas para preservar a competitividade dos produtos brasileiros, proteger empregos e auxiliar empresas que dependem das vendas para o exterior.

Segundo estimativas do governo federal, aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos poderão ser impactadas pela nova tarifa.

Governo prevê efeitos concentrados em alguns setores

O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil possui instrumentos para enfrentar restrições comerciais impostas por outros países e garantir apoio aos setores mais atingidos.

Apesar da preocupação com segmentos específicos, a avaliação do governo é que a tarifa não deve provocar um impacto significativo sobre a economia brasileira como um todo.

A expectativa é que as reuniões desta semana ajudem a definir quais áreas necessitam de maior suporte e quais medidas podem ser adotadas para minimizar os efeitos da decisão americana.

Brasil busca alternativas para manter exportações

Além das ações emergenciais, o governo pretende estimular estratégias para ampliar mercados consumidores e reduzir a dependência de determinados destinos comerciais.

A equipe econômica e o MDIC devem acompanhar os efeitos da tarifa nas próximas semanas e avaliar novos mecanismos de apoio às empresas brasileiras que atuam no comércio internacional.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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