EUA pressionam Irã a reabrir Estreito de Ormuz e ameaçam novos ataques

Irã promete reação caso usinas de energia e pontes sejam alvo de ataques

Tensão aumenta após ultimato dos EUA sobre rota estratégica de petróleo

Imagem | Reprodução/turkish.aawsat

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das ameaças contra o Irã durante o fim de semana, ao afirmar que poderá autorizar ataques a usinas de energia e pontes do país caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

O ultimato ocorre após cerca de cinco semanas de conflito entre os dois países, período marcado por ataques aéreos, tensões diplomáticas e impactos no mercado internacional de energia.

No sábado, Trump afirmou em publicação na rede Truth Social que o Irã teria 48 horas para permitir novamente a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa aproximadamente um quinto do petróleo comercializado no mundo.

Segundo o presidente, o prazo seria o último antes de possíveis ações militares voltadas à infraestrutura iraniana. O bloqueio do estreito tem provocado preocupação global devido ao impacto nos preços do petróleo e no comércio internacional.

No domingo, Trump voltou a mencionar a possibilidade de ataques, afirmando que usinas de energia e pontes poderiam ser alvos caso não haja acordo para reabrir a passagem marítima.

Autoridades iranianas reagiram às declarações e classificaram a ameaça como uma escalada perigosa no conflito. Representantes do governo afirmaram que qualquer ataque à infraestrutura do país poderá provocar respostas militares contra interesses americanos na região.

O vice-presidente iraniano também alertou para possíveis impactos econômicos globais, sugerindo que uma intensificação do conflito poderia elevar o preço do petróleo a patamares significativamente mais altos.
O Estreito de Ormuz permanece parcialmente bloqueado há semanas, afetando o fluxo internacional de petróleo e aumentando a instabilidade nos mercados de energia.

O conflito entre Estados Unidos e Irã já deixou milhares de mortos desde o início das operações militares no fim de fevereiro, segundo estimativas divulgadas por autoridades internacionais.

Enquanto isso, países como Paquistão, Turquia e Egito atuam como mediadores diplomáticos na tentativa de retomar negociações e reduzir a escalada do confronto.

O governo do Paquistão informou que as tratativas seguem em andamento, mas não há confirmação de avanço nas negociações até o momento.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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