Uma viagem ao Rio de Janeiro que tinha como objetivo reunir familiares e comemorar um aniversário terminou de forma trágica após a queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, na Zona Sul da capital fluminense.
Entre as quatro vítimas estavam três mulheres colombianas da mesma família: Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17. Elas eram, respectivamente, avó, mãe e neta.
O governo da Colômbia informou que acompanha as investigações e que o consulado do país no Rio de Janeiro está em contato com os familiares.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores colombiano afirmou que, inicialmente, recebeu informações sobre a possível presença de três cidadãs colombianas entre as vítimas e acionou representantes consulares para acompanhar o atendimento junto às autoridades brasileiras.
As três mulheres integravam um grupo de seis familiares que havia chegado ao Brasil na segunda-feira (3). Conforme informações divulgadas pelo g1, a viagem foi organizada para celebrar os 15 anos de Laura Manrique, integrante da família.
Durante a passagem pelo Rio, os parentes visitaram alguns dos principais pontos turísticos da cidade, entre eles o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, Copacabana e a Lapa. O grupo também fez uma viagem a Búzios.
Passeio de helicóptero foi dividido em dois voos
O passeio aéreo foi contratado pela família por meio do WhatsApp, após os parentes encontrarem a oferta nas redes sociais. Como o grupo tinha seis integrantes, o serviço foi organizado em duas viagens, cada uma com duração estimada de aproximadamente 20 minutos.
Rocio, Wendy e Sofia embarcaram no primeiro voo. Os outros três familiares, Victor Manrique, Daniela Castañeda e Laura, ficaram no ponto de embarque à espera do segundo passeio.
O helicóptero, entretanto, não voltou dentro do período esperado. Victor relatou à TV Globo que, depois de mais de 40 minutos de espera, os familiares procuraram funcionários da empresa responsável pela operação.
Segundo o relato, os parentes foram informados de que o piloto teria comunicado a necessidade de realizar um pouso forçado. Naquele momento, conforme Victor, a família ainda não teria recebido a confirmação de que havia ocorrido uma queda. A notícia sobre o acidente teria sido confirmada posteriormente por meio da internet.
A Voo Rio Panorâmico, empresa responsável pela operação da aeronave Robinson R44, afirmou que ofereceu assistência aos familiares após tomar conhecimento da ocorrência. A empresa também negou que tenha ocorrido demora na comunicação sobre o acidente.
Helicóptero caiu em área de mata
A aeronave caiu em uma região de mata nas proximidades da Vista Chinesa. Após o impacto contra o terreno, o helicóptero pegou fogo. Além das três turistas colombianas, o piloto que conduzia a aeronave também morreu.
As condições do local dificultaram o trabalho das equipes responsáveis pelo resgate. Cerca de 40 militares participaram da operação para acessar a área e retirar as vítimas.
A empresa responsável pelo voo declarou que a aeronave estava com a documentação e os procedimentos de manutenção regulares e que o piloto tinha experiência. Essas informações, porém, não esclarecem o que provocou a queda.
As circunstâncias do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que deverá analisar os fatores relacionados à ocorrência e buscar identificar as possíveis causas.
Prefeitura pede fiscalização de voos panorâmicos
Após o acidente, a Prefeitura do Rio de Janeiro solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que realize uma fiscalização sobre os serviços de voos panorâmicos oferecidos na cidade.
A medida ocorre enquanto as autoridades responsáveis pela investigação trabalham para esclarecer as circunstâncias da queda e verificar as condições da operação realizada no dia do acidente.
O governo colombiano também informou que continuará acompanhando o caso por meio de sua representação consular no Rio de Janeiro. O atendimento aos familiares será realizado dentro das atribuições estabelecidas pela Convenção de Viena sobre Relações Consulares de 1963.
Enquanto a investigação avança, familiares das vítimas recebem assistência das autoridades brasileiras e colombianas para lidar com os procedimentos decorrentes da tragédia.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
