Após operação na Venezuela, Trump diz que EUA vão atuar diretamente no petróleo do país

Declaração foi feita à Fox News após a captura do presidente venezuelano

Itália e Eslovênia anunciam que não participarão do Conselho da Paz de Donald Trump, levantando dúvidas sobre a viabilidade da proposta.

Eric Lee for The New York Times

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o governo norte-americano pretende ter uma participação “muito forte” na indústria petrolífera da Venezuela após a operação militar que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump destacou o peso das companhias petrolíferas dos Estados Unidos no cenário global e indicou que elas devem desempenhar papel central no futuro do setor energético venezuelano.

“Temos as maiores empresas de petróleo do mundo, realmente as maiores, e vamos estar muito envolvidos nisso”, declarou o presidente.

A fala reforça as suspeitas levantadas por autoridades venezuelanas e analistas internacionais de que o interesse estratégico dos Estados Unidos na Venezuela vai além do discurso de combate ao narcotráfico e à instabilidade política, envolvendo diretamente as vastas reservas de petróleo do país sul-americano — consideradas as maiores do planeta.

Até o momento, o governo norte-americano não detalhou como se dará essa atuação no setor petrolífero nem se haverá acordos formais, concessões ou intervenções diretas nas operações da estatal venezuelana PDVSA. A declaração, no entanto, amplia a tensão diplomática e levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e geopolíticos da ofensiva dos EUA na região.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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