Após ofensiva dos EUA na Venezuela, Colômbia reforça fronteira e alerta para crise humanitária

Presidente Gustavo Petro rejeita agressão à soberania venezuelana e fala em possível êxodo populacional

Presidente Gustavo Petro rejeita agressão à soberania venezuelana e fala em possível êxodo populacional

Foto : SCHNEYDER MENDOZA / AFP

A Colômbia decidiu reforçar sua fronteira com a Venezuela após os ataques realizados pelos Estados Unidos ao território venezuelano e o anúncio da captura do presidente Nicolás Maduro. O governo colombiano avalia que a escalada do conflito pode provocar um fluxo intenso de refugiados em direção ao país.

O presidente Gustavo Petro informou que foi realizada uma reunião extraordinária de segurança nacional, na qual ficou definida a mobilização das Forças Armadas para áreas estratégicas da fronteira. Segundo ele, a medida busca preparar o país para um possível “influxo maciço” de venezuelanos que tentem deixar o país diante do agravamento da crise.

Em publicação nas redes sociais, Petro afirmou que a Colômbia rejeita de forma contundente a ação militar dos Estados Unidos. Para o presidente, os ataques representam uma violação da soberania venezuelana e um risco à estabilidade de toda a América Latina. Ele também solicitou a convocação urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a situação.

Os bombardeios norte-americanos ocorreram durante a madrugada de sábado, com explosões registradas em diferentes pontos de Caracas. Pouco depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que forças americanas capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e os retiraram do país. O governo venezuelano afirmou que não tem informações sobre o paradeiro do presidente e exigiu provas de que ele está vivo.

A ofensiva gerou reações imediatas de líderes internacionais. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou a ação como “inaceitável” e afirmou que o ataque representa uma grave afronta ao direito internacional. Cuba também condenou a operação, chamando-a de “terrorismo de Estado”, enquanto Rússia e Irã denunciaram a violação da soberania venezuelana.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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