O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • Home
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • Canal VIU
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Internacional
Instalação alemã da Helsing tem capacidade para produzir mais de mil drones militares HX-2 por mês.

Divulgação/Helsing

Drones de baixo custo mudam a guerra e impulsionam indústria militar alemã

Helsing utiliza inteligência artificial e trabalhadores do setor automotivo para acelerar a produção de aeronaves de ataque.

redacao Por redacao
13/07/2026 - 07:03
em Internacional
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

Uma instalação industrial sem placas ou identificação externa, localizada no sul da Alemanha, tornou-se um dos principais centros europeus de produção de drones de ataque destinados à Ucrânia. A fábrica pertence à Helsing, empresa de tecnologia de defesa sediada em Munique e especializada no desenvolvimento de sistemas militares equipados com inteligência artificial.

A unidade foi visitada por uma equipe do jornal norte-americano The New York Times. Segundo as informações divulgadas sobre a reportagem, o complexo está instalado em uma área industrial suburbana, mas sua localização exata não é revelada por razões de segurança.

O sigilo busca diminuir os riscos de espionagem, sabotagem e eventuais ataques contra a estrutura. A ausência de logotipos e de referências externas à Helsing também dificulta a identificação da fábrica por quem circula pela região.

Cerca de 100 profissionais trabalham no local. Os funcionários teriam passado por verificações de segurança e assinado acordos de confidencialidade antes de ingressar na linha de produção. Parte significativa da equipe veio da indústria automobilística alemã, afetada nos últimos anos por cortes de pessoal e programas de reestruturação.

Leia Também

Governo Milei anuncia plano para desligar até 21 mil servidores na Argentina

FBI avalia contratar UFC para treinar agentes federais em técnicas de combate

A fábrica também foi concebida para operar de forma descentralizada e com capacidade de rápida transferência. De acordo com o relato atribuído ao jornal norte-americano, equipamentos e setores da linha de montagem poderiam ser desmontados e levados para outro local em aproximadamente um dia, caso fosse identificada uma ameaça concreta.

Esse modelo faz parte da estratégia denominada pela empresa de “Resilience Factories”, ou fábricas de resiliência. A proposta consiste em criar unidades de produção distribuídas por diferentes países europeus, reduzindo a dependência de grandes complexos industriais concentrados em um único endereço.

A Helsing confirma oficialmente que sua primeira unidade desse tipo, identificada como RF-1, está em funcionamento no sul da Alemanha. A empresa informa que a fábrica possui capacidade inicial para produzir mais de mil drones HX-2 por mês. Uma segunda instalação, com volume superior de produção, está em fase de planejamento.

Drones com inteligência artificial

O principal equipamento fabricado no complexo é o HX-2, classificado pela companhia como um drone de ataque de precisão. O modelo possui propulsão elétrica, estrutura em formato de X e alcance operacional de até 100 quilômetros.

Segundo a Helsing, a inteligência artificial embarcada permite que o equipamento continue procurando, reconhecendo e acompanhando alvos mesmo quando perde a conexão contínua com o operador ou enfrenta sistemas de interferência eletrônica.

A empresa afirma que um operador humano permanece responsável pelas decisões consideradas críticas. O HX-2 também pode ser integrado ao sistema Altra, plataforma desenvolvida para coordenar informações de reconhecimento, artilharia e diferentes aeronaves não tripuladas.

O equipamento pesa aproximadamente 12 quilos, pode atingir velocidade máxima de 220 quilômetros por hora e admite cargas destinadas a atingir veículos blindados, estruturas e outros objetivos militares. Essas especificações foram divulgadas pela própria fabricante.

A estimativa apresentada na reportagem é de que cada drone produzido pela Helsing custe aproximadamente 17,5 mil euros. O valor não foi detalhado publicamente pela empresa e deve ser tratado como uma estimativa jornalística, já que contratos militares podem incluir diferentes configurações, sistemas de controle, treinamento e suporte técnico.

Mesmo assim, o custo é consideravelmente inferior ao de mísseis, aviões de combate e outros armamentos tradicionais. A expansão desse tipo de produção mostra uma mudança na guerra contemporânea, marcada pela utilização em larga escala de equipamentos menores, relativamente baratos e capazes de receber atualizações por software.

Em fevereiro de 2025, a Helsing anunciou a fabricação de seis mil unidades do HX-2 para a Ucrânia. O contrato foi divulgado após uma encomenda anterior de quatro mil drones HF-1, produzidos em parceria com empresas ucranianas.

Na ocasião, a companhia informou que a nova encomenda a colocava entre as maiores fabricantes mundiais de drones de ataque. A Helsing também anunciou a intenção de criar outras fábricas na Europa, com capacidade de ampliar a produção para dezenas de milhares de unidades mensais em uma situação de conflito.

Tecnologia desenvolvida a partir da guerra

A Helsing sustenta que parte da tecnologia usada no HX-2 foi desenvolvida e aperfeiçoada com base na experiência operacional obtida na Ucrânia. O objetivo seria permitir que os drones mantivessem suas funções mesmo diante de bloqueios de sinais de navegação e comunicação.

A guerra entre Rússia e Ucrânia transformou os drones em elementos centrais das operações militares. Esses equipamentos são empregados em missões de reconhecimento, localização de tropas, acompanhamento de veículos, correção de disparos de artilharia e ataques contra posições militares.

O avanço da guerra eletrônica também levou empresas do setor a desenvolver sistemas capazes de operar sem conexão permanente. Nesse cenário, a inteligência artificial é empregada para auxiliar a navegação, a identificação de objetos e a continuidade das missões em áreas sujeitas a interferências.

A ampliação da produção europeia provocou uma nova advertência do governo russo. Em 15 de abril de 2026, o Ministério da Defesa da Rússia divulgou nomes e endereços de empresas que, segundo Moscou, estariam envolvidas na fabricação de drones ou de componentes destinados à Ucrânia.

A relação incluía instalações localizadas em diferentes países europeus. O governo russo classificou os projetos de produção conjunta como uma escalada do envolvimento militar da Europa na guerra.

As acusações e interpretações apresentadas na lista partiram das autoridades russas e não representam, por si só, comprovação independente sobre a atividade de cada empresa mencionada.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, Dmitry Medvedev, afirmou posteriormente que as instalações divulgadas poderiam se tornar potenciais alvos militares. As declarações aumentaram a preocupação com atos de sabotagem, ataques cibernéticos e outras ações contra empresas do setor de defesa na Europa.

Produção militar ganha espaço na Europa

A fábrica alemã da Helsing representa uma transformação mais ampla da indústria de defesa europeia. Em vez de depender exclusivamente de grandes instalações e de programas militares com longos prazos de desenvolvimento, empresas do setor passaram a investir em linhas de montagem menores, distribuídas e capazes de aumentar rapidamente a produção.

A contratação de trabalhadores oriundos da indústria automobilística mostra ainda uma transferência de mão de obra especializada para o setor militar. Profissionais com experiência em automação, eletrônica, montagem e controle de qualidade passaram a ocupar funções na fabricação de equipamentos de defesa.

Enquanto a Ucrânia e seus aliados defendem a produção de drones como necessária para enfrentar os ataques russos, Moscou afirma que o fornecimento de armamentos aprofunda o envolvimento europeu no conflito.

A expansão das fábricas, o emprego da inteligência artificial e as ameaças contra instalações industriais revelam como a disputa militar ultrapassou as linhas de frente e passou a envolver diretamente centros tecnológicos e cadeias produtivas instaladas em diferentes países.

*Da Agência Fonte Exclusiva. 

Tags: #Alemanha#Defesa#DronesComIA#GuerraModerna#Helsing#IndústriaMilitar#Tecnologia#Ucrânia
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Documentos divulgados pela Rússia reacendem debate sobre massacres na Volínia durante a Segunda Guerra Mundial

Próxima notícia

Bombardeios dos EUA no Irã deixam um morto e quatro feridos em meio à escalada militar

redacao

redacao

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • Brasil
  • Canal VIU
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital