A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (Aemet) confirmou que a onda de calor entre 3 e 18 de agosto foi a mais intensa já registrada no país, com uma anomalia de 4,6°C acima do limite médio, superando o recorde anterior de julho de 2022.
Este evento extremo não é um caso isolado. Das seis ondas de calor com anomalia superior a 4°C registradas desde 1975, cinco ocorreram a partir de 2019. A Aemet destaca que a temperatura média na Espanha subiu 1,69°C desde 1961, tornando os verões mais quentes, longos e intensos.
As consequências humanas e ambientais são graves. Estima-se que mais de 1,1 mil mortes no país estão relacionadas a esta última onda de calor. Além disso, incêndios florestais, alimentados pelo calor extremo e pela seca, já consumiram mais de 350 mil hectares (uma área equivalente a 490 mil campos de futebol) e causaram quatro mortes.
A crise se estende por toda a Península Ibérica. Portugal colocou 70 municípios em risco máximo de incêndio, principalmente nas regiões Norte e Centro, com previsão de temperaturas chegando a 36°C.
Cientistas e a agência meteorológica são categóricos em vincular a intensidade e a frequência desses eventos às mudanças climáticas. “Que quatro das cinco ondas de calor mais intensas tenham ocorrido desde 2019 não é coincidência… O essencial: adaptação e mitigação”, concluiu a Aemet.
Da Agência Fonte Exclusiva.
