Orçamento 2026 sofre bloqueio bilionário, mas PAC é preservado

Infraestrutura lidera cortes; saúde e educação têm impacto mínimo.

Governo bloqueia recursos do orçamento, mas mantém programas estratégicos de infraestrutura.

Antônio Cruz/ Agência Brasil/Arquivo

O governo federal anunciou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, conforme detalhado em decreto de programação orçamentária e financeira publicado nesta segunda-feira (30). A medida, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, não afetará os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), considerados estratégicos para a infraestrutura do país.

Do total contingenciado, R$ 1,26 bilhão recaem sobre despesas discricionárias do Poder Executivo — ou seja, gastos não obrigatórios classificados como RP2. Outros R$ 334 milhões atingem emendas parlamentares, seguindo as regras estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Além do bloqueio imediato, o decreto mantém o chamado “faseamento de empenho”, mecanismo que limita a autorização de despesas ao longo do ano. Na prática, a medida pode restringir até R$ 42,9 bilhões em gastos discricionários até novembro.

O objetivo é adequar o ritmo das despesas à arrecadação prevista, evitando desequilíbrios fiscais e permitindo ajustes ao longo do exercício. A liberação dos limites ocorrerá de forma gradual, com etapas previstas para maio, novembro e dezembro.

A estratégia acompanha os ciclos de reavaliação das contas públicas e busca garantir maior controle sobre a execução orçamentária em 2026.

Infraestrutura concentra maior parte dos cortes

O bloqueio foi distribuído entre diversos órgãos do governo federal, com maior impacto nas áreas ligadas à infraestrutura e desenvolvimento econômico.

O Ministério dos Transportes lidera a lista, com R$ 476,7 milhões em cortes. Também foram atingidos ministérios voltados ao empreendedorismo, agricultura e desenvolvimento regional.

Confira os principais valores bloqueados:

Apesar dos cortes, áreas como saúde e educação tiveram impacto mínimo neste primeiro bimestre.

Governo mantém monitoramento e pode ampliar bloqueios

O governo informou que continuará acompanhando a execução das contas públicas ao longo do ano. Novos bloqueios poderão ser realizados caso seja necessário garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026.

Os órgãos federais têm até o dia 7 de abril para indicar quais programas e ações serão afetados pelos cortes.

No caso das emendas parlamentares, a distribuição seguirá critérios definidos pela legislação vigente, incluindo regras específicas para emendas impositivas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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