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Justiça Federal suspende liminarmente imposto de 12% sobre exportação de petróleo. Entenda a origem da cobrança e os impactos da decisão.

Imagem: Reprodução/ Petrobras/Divulgação

Justiça suspende imposto de 12% sobre exportação de petróleo

Liminar interrompe cobrança criada pelo governo e retomada por decisão administrativa; Receita Federal estima arrecadação de R$ 7,98 bilhões até julho.

redacao Por redacao
27/08/2026 - 22:22
em Economia
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A Justiça Federal do Distrito Federal suspendeu, nesta quinta-feira (27), a cobrança de 12% de imposto sobre a exportação de petróleo.

A decisão é liminar e foi tomada pelo juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal, após uma ação apresentada pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (Abep).

A suspensão vale para a exportação de óleos brutos de petróleo e de minerais betuminosos, produtos que concentram grandes quantidades de hidrocarbonetos.

A Abep questionou a forma como a cobrança foi retomada pelo governo. Para a associação, a alíquota voltou a ser aplicada por meio de uma decisão administrativa mesmo depois de perder a validade a medida que havia criado o imposto.

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Ao analisar o caso, o juiz considerou o argumento e determinou que a cobrança seja interrompida daqui para frente.

Como o imposto sobre petróleo foi criado

A alíquota de 12% foi instituída inicialmente por uma medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março deste ano.

Na época, o governo buscava arrecadar recursos para compensar a redução de impostos federais sobre o diesel e amenizar os impactos do aumento internacional dos combustíveis, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.

A medida também previa um subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel e ações para reforçar a fiscalização sobre possíveis aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis.

A medida provisória, porém, tinha validade de 120 dias e perdeu os efeitos em julho, depois de não ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Mesmo assim, posteriormente, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu retomar a cobrança por mais 60 dias.

O governo argumentou que, por ter caráter regulatório, o imposto poderia ser estabelecido pelo Gecex por meio de uma decisão administrativa.

Abep contestou retomada do imposto

A associação que representa as empresas do setor levou a questão à Justiça e alegou que a resolução do Gecex, na prática, recriou uma cobrança que havia deixado de existir com o fim da validade da medida provisória.

Além de pedir a suspensão do imposto, as empresas também solicitaram o reconhecimento do direito de recuperar valores que eventualmente tenham sido pagos desde a retomada da cobrança, no início de julho.

O juiz Diego Câmara concordou com a necessidade de interromper a cobrança, mas não determinou a devolução ou a compensação dos valores que já foram pagos.

Na decisão, o magistrado entendeu que a tentativa de renovar o imposto por meio de um ato administrativo não seria adequada. Segundo ele, a medida poderia representar uma espécie de contorno do processo legislativo.

O juiz também destacou que o governo possui instrumentos para regular atividades econômicas, mas que esse poder precisa respeitar os limites estabelecidos pela legislação e garantir segurança jurídica.

Imposto já arrecadou quase R$ 8 bilhões

A cobrança suspensa pela Justiça teve impacto significativo na arrecadação federal. Segundo dados da Receita Federal, o imposto sobre a exportação de petróleo havia gerado R$ 7,98 bilhões aos cofres públicos até julho.

A decisão tomada nesta quinta-feira é provisória e ainda pode ser contestada pela União por meio de recurso. O caso deverá continuar sendo analisado pela Justiça Federal até uma decisão definitiva sobre a validade da cobrança.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Abep#Brasil#Camex#Combustíveis#Diesel#Economia#Exportação#Gecex#GovernoFederal#Imposto#JustiçaFederal#Petroleo#PetróleoEGás#ReceitaFederal
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