A ressaca marítima voltou a causar transtornos no litoral do Norte Fluminense. O avanço das ondas provocou alagamentos, levou areia para as pistas e agravoupontos de erosão em municípios como Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Macaé.
Em algumas áreas, a força do mar chegou a dificultar a circulação de veículos e deixou trechos de ruas e estradas cobertos por água e areia. As regiões consideradas mais vulneráveis continuam sendo acompanhadas pelas equipes municipais.
Em Campos, areia cobre trecho de avenida
Em Campos dos Goytacazes, a Avenida Olavo Saldanha, em Farol de São Thomé, foi um dos pontos afetados. Na quarta-feira (26), o grande volume de areia levado pelas ondas para a pista dificultou a passagem dos veículos.
Imagens registradas por moradores mostram um carro que ficou preso na areia e precisou ser retirado com ajuda de outras pessoas. Em outro registro, uma onda chega a avançar sobre a avenida, alcançando a área destinada ao trânsito.
Mesmo com os transtornos, a Defesa Civil de Campos informou que não recebeu solicitações de atendimento relacionadas diretamente à ressaca em Farol de São Thomé.
Outro trecho que exige atenção é a estrada entre Farol de São Thomé e Barra do Furado. Há pontos com acúmulo de água e, por segurança, a Guarda Civil mantém o bloqueio da área afetada. A orientação é para que motoristas não tentem atravessar o trecho interditado.
Atafona volta a ter ruas atingidas pela água
Em São João da Barra, o avanço do mar voltou a ser percebido em Atafona, distrito conhecido pelos problemas provocados pela erosão costeira.
A elevação da maré deixou ruas alagadas e levou moradores a registrar os efeitos da ressaca. A Defesa Civil acompanha a situação e mantém atenção especial em pontos considerados mais suscetíveis aos impactos do mar, principalmente Atafona e Açu.
O avanço da erosão é um problema antigo na região e já provocou a destruição de imóveis e alterações significativas na faixa litorânea ao longo dos anos.
Macaé reforça atendimento a moradores
Em Macaé, a ressaca também atingiu novamente o bairro Fronteira, onde o avanço do mar e a erosão costeira são acompanhados pelas autoridades há anos.
De acordo com a prefeitura, grande parte dos imóveis afetados nesta ocorrência já estava interditada. Na quarta-feira (26), seis novas famílias receberam atendimento por estarem em áreas consideradas de maior risco.
Atualmente, 270 famílias são atendidas pelo Aluguel Emergencial e cerca de outras 30 recebem o Auxílio Emergencial.
O município também mantém o Programa de Compra Assistida, criado para possibilitar que moradores de áreas de risco consigam deixar esses locais de maneira definitiva.
Enquanto isso, equipes municipais continuam realizando vistorias, novas interdições quando necessário e ações voltadas à retirada de famílias de áreas que apresentam risco.
Defesa Civil orienta moradores
A orientação para quem vive em áreas próximas ao mar é evitar locais que apresentem sinais de instabilidade, especialmente durante períodos de ressaca e maré elevada.
Em Macaé, situações de emergência ou risco estrutural podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo telefone 199 ou pelo WhatsApp (22) 99103-4275.
Para informações relacionadas ao atendimento habitacional, o contato disponibilizado pelo município é (22) 99104-2403.
Os episódios registrados nos três municípios voltam a chamar atenção para os efeitos da erosão costeira no Norte Fluminense, um problema que se intensifica durante períodos de mar agitado e que exige acompanhamento constante das áreas mais expostas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
