Governo intensifica fiscalização e já vistoria 10 mil postos contra aumentos abusivos de combustíveis

Operação nacional aplica multas milionárias e amplia ações em rodovias após impacto da crise no Oriente Médio.

Força-tarefa do governo já fiscalizou 10 mil postos e aplicou multas contra aumentos abusivos nos combustíveis. Ações incluem operações em rodovias e apoio de órgãos federais.

Imagem: Ilustração/ Agência fonte exclusiva

A força-tarefa criada pelo governo federal para conter reajustes considerados abusivos nos preços dos combustíveis já alcançou a marca de 10 mil postos fiscalizados e 428 distribuidoras inspecionadas em todo o país desde o dia 9 de março.

A mobilização foi organizada após os reflexos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo, que impactaram diretamente os preços praticados no Brasil.

Segundo o Ministério da Justiça, responsável pela coordenação das ações, foram registradas mais de seis mil notificações e aplicadas 38 multas até o momento. As penalidades podem chegar a R$ 14 milhões em casos de irregularidades comprovadas.

Operação reforça fiscalização em São Paulo

Dentro desse esforço, a operação Majorare também atua no monitoramento de preços, com foco em rodovias estratégicas do estado de São Paulo.

Desde 30 de março, a iniciativa já vistoriou 32 postos de combustíveis, resultando em 12 autuações.

Entre os estabelecimentos penalizados, cinco foram flagrados elevando preços sem justificativa plausível, prática considerada abusiva pelos órgãos de fiscalização.

As inspeções ocorreram em importantes corredores logísticos, como as rodovias Presidente Dutra, Régis Bittencourt, Fernão Dias, Anchieta, Imigrantes, Ayrton Senna e Raposo Tavares.

Ação conjunta de órgãos federais

A operação reúne diferentes instituições de controle e fiscalização, incluindo os Procons estaduais, com suporte da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A iniciativa integra um pacote de medidas adotadas pelo governo federal para frear o avanço de preços em cadeia, especialmente em setores essenciais como combustíveis, transporte e alimentos, que têm impacto direto no custo de vida da população.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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