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Home Economia
Após críticas, governo mantém tarifas menores para smartphones e notebooks

📸 Arquivo/Fonte Exclusiva

Governo federal recua e reduz imposto de importação sobre eletrônicos após críticas no Congresso

Medida restabelece tarifas anteriores para smartphones, notebooks e equipamentos de informática e zera imposto de 105 itens industriais por prazo temporário.

Redação Por Redação
27/02/2026 - 21:41
em Economia
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O governo federal decidiu rever parte do aumento do imposto de importação sobre produtos eletrônicos e bens de capital anunciado no início de fevereiro. A decisão foi aprovada nesta sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), órgão vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A mudança ocorre após forte repercussão negativa entre parlamentares, representantes do setor produtivo e consumidores, que demonstraram preocupação com possíveis impactos nos preços de produtos tecnológicos.

Com o novo entendimento, foram restabelecidas as alíquotas anteriores para 15 itens da área de informática, incluindo smartphones e notebooks. Além disso, o governo determinou a redução a zero do imposto de importação de 105 produtos classificados como bens de capital, categoria que reúne máquinas, equipamentos industriais e itens utilizados na produção tecnológica.

A redução foi aplicada por meio do regime de ex-tarifário, mecanismo que permite diminuir ou eliminar o imposto de importação quando não existe produção equivalente no mercado nacional.

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Smartphones e notebooks mantêm tarifa anterior

Após o recuo, a alíquota de importação dos smartphones permanece em 16%. A proposta inicial previa aumento para 20%, podendo elevar significativamente o custo final ao consumidor.

Entre os produtos que tiveram as tarifas restabelecidas estão

  • notebooks, com alíquota de 16%;
  • gabinetes com fonte de alimentação, 10,8%;
  • placas-mãe, 10,8%;
  • mouses e trackballs, 10,8%;
  • mesas digitalizadoras, 10,8%;
  • unidades de armazenamento SSD, 10,8%.

Segundo o governo, as novas regras passam a valer após a publicação oficial da resolução no Diário Oficial da União. A lista completa dos itens beneficiados está disponível no portal da Camex.

Pressão política influenciou decisão

O aumento anunciado anteriormente atingia cerca de 1,2 mil produtos importados e gerou reação imediata no Congresso Nacional e no setor empresarial. Críticos da medida alertaram que a elevação das tarifas poderia provocar aumento de preços e reduzir a competitividade tecnológica no país.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia defendido o reajuste como forma de incentivar a indústria nacional e corrigir distorções comerciais. Segundo o governo, mais de 90% dos itens afetados possuem produção no Brasil e o aumento incidia apenas sobre produtos importados.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços esclareceu ainda que empresas nacionais que utilizam insumos importados destinados à exportação continuariam amparadas pelo regime de drawback, que reduz tributos sobre componentes usados na produção exportadora.

Impacto fiscal e revisão das tarifas

A equipe econômica estimava arrecadar aproximadamente R$ 14 bilhões em 2026 com o aumento das alíquotas. Já a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado, projetava arrecadação que poderia alcançar R$ 20 bilhões no mesmo período.

Diante da pressão política e das manifestações do setor produtivo, o governo optou por um recuo parcial. De acordo com o MDIC, a decisão considerou solicitações apresentadas por empresas até o dia 25 de fevereiro, dentro das regras previstas para o regime de ex-tarifário.

A pasta informou ainda que as alíquotas mais elevadas anunciadas anteriormente não chegaram a entrar em vigor.

Isenção temporária para equipamentos industriais

Os 105 produtos que tiveram o imposto de importação zerado permanecerão com isenção por 120 dias. O Gecex continuará avaliando possíveis ajustes tarifários em reuniões mensais, podendo revisar novamente as medidas conforme o cenário econômico e industrial.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

Tags: #Camex#ComércioExterior#Economia#EconomiaBrasil#FernandoHaddad#Gecex#GovernoFederal#importação#ImpostoDeImportação#IndustriaBrasileira#MercadoTecnológico#Notebooks#PolíticaEconômica#Smartphones#Tecnologia
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