Governo anuncia medidas para punir empresas que descumprirem tabela mínima de frete

Empresas que não seguirem piso do frete rodoviário poderão ter suspensão de contratos e cancelamento de registro, diz ministro Renan Filho.

Ministro Renan Filho alerta que empresas que não respeitarem tabela mínima de frete poderão ser impedidas de contratar novos serviços. Medida reforça fiscalização e protege caminhoneiros.

Imagem: Reprodução/ Márcio Ferreira/MT

O ministro Renan Filho anunciou nesta quarta-feira (18) que empresas que não respeitarem a tabela mínima de frete rodoviário poderão ter suspenso o direito de contratar novos serviços de transporte de cargas no país.

A medida integra um pacote de ações do governo federal voltado a ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete.

A decisão ocorre em meio a tensão no setor de transporte, com caminhoneiros alertando para possíveis paralisações devido à alta do diesel, impulsionada pelo início da guerra no Oriente Médio.

Segundo Renan Filho, o governo utilizará instrumentos jurídicos e tecnológicos para reforçar a fiscalização, incluindo monitoramento eletrônico e ações presenciais.

Empresas que reincidirem no descumprimento poderão ter suspenso o direito de contratar fretes de forma cautelar, e, em casos mais graves, o registro para operar no transporte de cargas poderá ser cancelado.

Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres apontam descumprimento generalizado da tabela, impactando a renda dos caminhoneiros e a concorrência no setor.

Cerca de 20% das fiscalizações recentes resultaram em autuações, incluindo grandes empresas de diferentes segmentos da economia.

O pacote do governo também prevê responsabilização de embarcadores e controladores em casos de irregularidades recorrentes, tornando as multas mais efetivas e evitando que sejam tratadas apenas como custo operacional.

A tabela mínima de frete foi criada em 2018 durante o governo do ex-presidente Michel Temer, prevendo reajustes automáticos sempre que o preço do diesel variava mais de 5%.

Apesar das atualizações recentes promovidas pela ANTT, o governo avalia que ainda há necessidade de ajustes para assegurar remuneração adequada aos transportadores.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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