Financiamento de veículos chega a 7,3 milhões no Brasil e registra melhor resultado em 14 anos

Crescimento foi impulsionado pelas regiões Norte e Nordeste, enquanto Sudeste e Sul concentraram o maior volume de operações.

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Imagem: ilustração/Canvas

O financiamento de veículos no Brasil alcançou a marca de 7,3 milhões de unidades ao longo do último ano, registrando o melhor desempenho do setor em 14 anos. O resultado consolida uma trajetória de recuperação do crédito automotivo e reflete a retomada gradual do consumo, mesmo em um cenário de juros ainda elevados.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Gravames (SNG), base administrada pela B3 e responsável por registrar operações de crédito com garantia de veículos, o avanço foi puxado principalmente pelas regiões Norte e Nordeste, que apresentaram os maiores percentuais de crescimento em comparação com o ano anterior.

O Nordeste se destacou com expansão de dois dígitos nas operações de financiamento, enquanto o Norte também apresentou desempenho acima da média nacional. Especialistas apontam que o aumento da renda regional, a ampliação da oferta de crédito e a maior demanda por veículos usados contribuíram para esse movimento.

Apesar do crescimento mais acelerado nessas regiões, o Sudeste e o Sul seguiram concentrando o maior volume absoluto de financiamentos. Juntas, as duas regiões responderam por mais de 60% das operações realizadas no país, reflexo do tamanho do mercado consumidor e da maior frota circulante.

Os veículos usados lideraram os financiamentos, somando cerca de 4,6 milhões de unidades ao longo do ano. A preferência por seminovos e usados está associada a preços mais acessíveis, menor valor de entrada e parcelas compatíveis com o orçamento das famílias. Já os veículos novos representaram aproximadamente 2,6 milhões de financiamentos no período.

O desempenho positivo do crédito automotivo também está ligado à maior previsibilidade econômica e à melhora gradual das condições de financiamento oferecidas pelas instituições financeiras. Ainda assim, o setor segue atento ao comportamento das taxas de juros e à capacidade de pagamento dos consumidores nos próximos meses.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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