O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, despencou 13,88%, aos 176.608,23 pontos.
A reação ocorreu após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a manhã, a queda acentuada das ações levou à ativação do circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as negociações para conter movimentos extremos de desvalorização.
Dólar tem maior alta diária desde 1999
A valorização de 8,21% foi a maior alta percentual diária do dólar desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro. Durante a manhã, a moeda americana chegou a R$ 5,6049, ultrapassando a marca de R$ 5,60.
Ao longo do pregão, a cotação perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40. Entre os fatores apontados para o movimento estão a realização de lucros por investidores e a entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a valorização para trazer divisas ao país.
O resultado eleitoral também levou investidores a rever posições financeiras montadas antes da votação. Parte do mercado apostava na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), que havia terminado o primeiro turno à frente de Lula, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição do atual presidente.
O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Mesmo com a disparada registrada na segunda-feira, o dólar ainda acumulava queda de 1,57% em 2026, segundo os dados divulgados pela Agência Brasil.
Ibovespa registra maior queda desde 2020
O principal índice da Bolsa brasileira fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de encerramento desde 31 de agosto. A queda foi a maior em um único pregão desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19.
Durante a manhã, o Ibovespa chegou a recuar mais de 17%, atingindo a mínima de 169.516,43 pontos. A intensidade das perdas levou à ativação do circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações quando a desvalorização do índice atinge o limite previsto nas regras da bolsa.
O volume financeiro movimentado durante a sessão chegou a R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões.
Com o resultado, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês. Apesar da forte desvalorização, o índice ainda mantinha valorização acumulada de 9,61% em 2026.
Principais números do pregão
- Dólar comercial: R$ 5,403, com alta de 8,21%.
- Máxima do dólar: R$ 5,6049.
- Ibovespa: 176.608,23 pontos, com queda de 13,88%.
- Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos.
- Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.
- Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.
- Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.
*Da Agência Fonte Exclusiva
