Conta de luz continuará mais cara em julho com manutenção da bandeira tarifária amarela

Aneel mantém cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos devido à estiagem e ao maior uso de usinas termelétricas.

A Aneel confirmou a manutenção da bandeira tarifária amarela em julho. Consumidores continuarão pagando taxa extra na conta de luz por causa da redução da geração hidrelétrica.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de julho. Com a decisão, os consumidores atendidos pelo Sistema Interligado Nacional (SIN) continuarão pagando um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de energia elétrica.

Segundo a agência, a permanência da cobrança adicional está relacionada ao período de estiagem, que reduz o volume de água nos reservatórios das hidrelétricas e diminui a capacidade de geração desse tipo de usina.

Diante desse cenário, torna-se necessário ampliar o uso das usinas termelétricas, cuja produção possui custo mais elevado.

A bandeira amarela está em vigor desde abril e, de acordo com a Aneel, reflete as condições menos favoráveis para a geração de energia no país. A medida busca compensar o aumento dos custos de operação do sistema elétrico nacional.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa mensalmente aos consumidores as condições de geração de energia elétrica no Brasil. As cores indicam se haverá ou não cobrança adicional nas contas de luz, conforme os custos de produção.

Na bandeira verde, não existe cobrança extra. Já a bandeira amarela representa um adicional de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. Caso as condições do sistema se agravem, pode ser acionada a bandeira vermelha.

No Patamar 1, o valor extra sobe para R$ 4,46 por 100 kWh. No Patamar 2, o custo adicional chega a R$ 7,87 para o mesmo consumo.

A definição da bandeira tarifária é realizada mensalmente pela Aneel com base em estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que avalia fatores como nível dos reservatórios, demanda por energia e custo das diferentes fontes de geração.

A agência destaca que o mecanismo tem como objetivo dar mais transparência aos custos do setor elétrico e incentivar o consumo consciente de energia, especialmente nos períodos em que a produção se torna mais cara.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

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