Brasil lidera compras agrícolas da Rússia, que aumentam 6,5 vezes na América do Sul

Exportações russas para o continente chegaram a 350 mil toneladas e movimentaram mais de US$ 101 milhões nos oito primeiros meses de 2026.

Exportações de produtos agropecuários da Rússia para países sul-americanos cresceram 6,5 vezes em volume entre janeiro e agosto de 2026.

Alexander Plonsky/Agroexpert, para a fotografia publicada na cobertura do comércio agrícola russo. Imagem ilustrativa.

As exportações de produtos agropecuários da Rússia para a América do Sul cresceram 6,5 vezes em volume nos primeiros oito meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O Brasil aparece como o maior importador regional, seguido por Venezuela e Colômbia.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24) pelo centro federal russo Agroexport, responsável por acompanhar e promover as vendas internacionais do setor agroindustrial do país.

Entre janeiro e agosto, os embarques russos para o mercado sul-americano alcançaram aproximadamente 350 mil toneladas. A receita superou US$ 101 milhões, equivalentes a cerca de R$ 522 milhões na conversão apresentada, representando um crescimento de 2,7 vezes em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Brasil lidera importações de produtos agrícolas russos

O Brasil ocupa a primeira posição entre os compradores sul-americanos de produtos agropecuários da Rússia, considerando o volume físico importado.

Venezuela e Colômbia completam o grupo dos três principais destinos das mercadorias russas no continente.

Além desses países, a Rússia realizou exportações agrícolas para Uruguai, Peru, Argentina, Suriname e Paraguai ao longo de 2026.

O levantamento divulgado pelo Agroexport não detalha, nos dados apresentados, quanto cada país comprou individualmente nem a participação específica de cada produto nas exportações.

Crescimento em volume supera avanço da receita

Os números mostram que o aumento da quantidade exportada foi proporcionalmente superior ao crescimento do faturamento.

Enquanto o volume comercializado ficou 6,5 vezes maior, a receita avançou 2,7 vezes.

Essa diferença indica uma redução do valor médio por tonelada no conjunto das vendas para a região. O resultado pode estar relacionado a mudanças na composição dos produtos comercializados, nos preços ou em ambos os fatores, mas o levantamento divulgado não permite identificar a causa exata.

A expansão ocorre em um momento em que a Rússia continua ampliando suas vendas internacionais de produtos agropecuários.

Dados do serviço federal russo de fiscalização veterinária e fitossanitária apontaram que as exportações de grãos e produtos derivados ultrapassaram 36,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, volume 69% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Comércio agrícola entre Brasil e Rússia

O crescimento das importações brasileiras de produtos agropecuários russos acrescenta um novo dado ao intercâmbio comercial entre os dois países.

A relação entre Brasil e Rússia no agronegócio passou por mudanças ao longo das últimas décadas. O mercado russo chegou a ser um dos principais compradores de carnes brasileiras, mas perdeu participação entre os maiores destinos das exportações agrícolas do Brasil diante da diversificação de parceiros comerciais e da ampliação da produção interna russa.

A avaliação consta de informações do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil sobre o comércio bilateral.

Ministério da Agricultura e Pecuária

Os novos números do Agroexport mostram o crescimento das vendas russas para o mercado sul-americano, com destaque para a participação brasileira.

O resultado dos oito primeiros meses de 2026 ainda não representa o fechamento do ano. Os dados consolidados permitirão avaliar se a expansão observada até agosto se manteve nos últimos quatro meses.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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