Brasil domina mercado chinês de carne bovina e amplia presença internacional

Participação brasileira representa quase 57% de toda a carne bovina importada pela China em 2026.

Com mais de 600 mil toneladas exportadas, Brasil reforça liderança global no setor de carne bovina e amplia negócios com a China.

📸Reprodução/Gettyimages.ru / CFOTO Via RT

O Brasil alcançou, entre janeiro e abril de 2026, a marca de 612,8 mil toneladas de carne bovina in natura exportadas para a China, consolidando-se como o principal fornecedor do produto ao mercado chinês. O volume corresponde a 55,4% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas autorizada para o país neste ano.

Os dados foram divulgados pelo Ministério do Comércio da China e pela Administração Geral das Alfândegas chinesas, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Segundo o levantamento, a carne brasileira respondeu por 56,9% de todas as importações chinesas do segmento no primeiro quadrimestre de 2026.

Apesar do desempenho expressivo, o ritmo das compras chinesas apresentou desaceleração nos últimos meses. Em janeiro, a China importou 366,4 mil toneladas de carne bovina in natura. Já em abril, o volume caiu para 208,7 mil toneladas, indicando uma redução gradual na demanda ao longo do período analisado.

Entre os países concorrentes, a Austrália aparece como a nação mais próxima de atingir o limite anual permitido de exportações para o mercado chinês. O país já utilizou cerca de 70% da sua cota anual, com embarques de 143,4 mil toneladas até abril.

Outros exportadores tradicionais da proteína bovina também seguem ampliando participação no mercado asiático, embora em ritmo inferior ao brasileiro. A Argentina utilizou aproximadamente 34,5% da sua cota anual, enquanto o Uruguai alcançou pouco mais de 18%.

O desempenho brasileiro reforça a importância da China para o agronegócio nacional, especialmente para a cadeia produtiva da carne bovina, que mantém o país na liderança global das exportações do setor.

Além da demanda elevada, a competitividade do produto brasileiro e a capacidade logística continuam sendo fatores estratégicos para o avanço das vendas internacionais.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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