Bolsa cai e dólar fica estável no Brasil com tensão entre EUA e Irã e alta do petróleo

Ibovespa recua 1,19% e clima de cautela domina mercados diante de incertezas geopolíticas e risco inflacionário.

Mercados financeiros no Brasil fecham em queda com Ibovespa em baixa e dólar estável, influenciados por tensões entre EUA e Irã e alta do petróleo.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Os mercados financeiros brasileiros encerraram esta segunda-feira (11) em clima de cautela, com o dólar praticamente estável e a Bolsa registrando queda, em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã.

O Ibovespa recuou 1,19%, encerrando o pregão aos 181.908 pontos — o menor nível desde 27 de março. A queda foi puxada principalmente por ações mais sensíveis às variações da taxa de juros, já que a alta do petróleo reacendeu preocupações sobre inflação e pode dificultar cortes na taxa básica, a Selic.

Mesmo com a divulgação de resultados positivos de algumas empresas na temporada de balanços, o desempenho não foi suficiente para sustentar o índice, que também sofreu influência da saída de capital estrangeiro em maio.

No câmbio, o dólar à vista fechou com leve variação negativa, cotado a R$ 4,891, mantendo-se abaixo de R$ 4,90.

Durante o dia, a moeda oscilou pouco, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional. Ainda assim, no exterior, o dólar mostrou força frente a algumas moedas de países emergentes.

A relativa estabilidade do real foi atribuída, entre outros fatores, ao diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que continua favorecendo a entrada de recursos no país.

Projeções recentes do Boletim Focus indicaram leve revisão para baixo na expectativa do dólar no fim do ano.

Já o petróleo voltou a subir com força no mercado internacional. O barril do Brent avançou quase 3%, enquanto o WTI também registrou alta relevante.

O movimento reflete o aumento das incertezas após a rejeição de uma proposta iraniana pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio.

O cenário internacional voltou a pesar sobre os mercados depois que o presidente norte-americano Donald Trump classificou a proposta do Irã como inaceitável, enquanto autoridades iranianas sinalizaram disposição para reagir a eventuais novos ataques.

Isso reforçou o temor de que a escalada da tensão possa manter a pressão sobre os preços do petróleo e sobre a inflação global.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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