Agronegócio bate recorde de exportações no 1º trimestre de 2026

Setor alcança US$ 38,1 bilhões entre janeiro e março e segue como principal motor da balança comercial brasileira, com destaque para soja e carnes.

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e atingem recorde histórico, com forte demanda da China e destaque para soja e carnes.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

O agronegócio brasileiro iniciou 2026 com desempenho histórico no comércio exterior, impulsionando a balança comercial do país.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, o setor exportou US$ 15,41 bilhões apenas em março e acumulou US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre, o maior valor já registrado para o período.

Apesar do crescimento em números absolutos, a participação do agro no total das exportações brasileiras caiu levemente para 48,8% em março, reflexo da maior presença de outros setores, como petróleo e derivados.

Entre os principais motores do resultado estão o complexo soja e as carnes, que continuam liderando a pauta exportadora.

Produtos florestais, café e o setor sucroalcooleiro também tiveram participação relevante no desempenho do trimestre.

A soja em grãos manteve a liderança isolada entre os itens mais exportados, enquanto a carne bovina in natura alcançou recordes tanto em volume quanto em valor. Carne suína, algodão e farelo de soja também registraram resultados históricos no período analisado.

Além dos produtos tradicionais, itens menos comuns na pauta do agronegócio brasileiro surpreenderam com desempenho expressivo, como feijões, amendoim, óleo de milho, cerveja, chocolates, melancias, fumo e alimentos para pets, todos com recordes de exportação em valor ou quantidade.

No cenário internacional, a China segue como principal destino das exportações brasileiras do setor, concentrando mais de um terço das compras em março.

União Europeia e Estados Unidos aparecem na sequência, enquanto países como Egito, Índia e México ampliaram suas aquisições do agro brasileiro.

Com isso, o agronegócio reforça sua posição como um dos pilares centrais da economia do Brasil no início de 2026, sustentando o saldo positivo da balança comercial.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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