Trabalhadores são resgatados de restaurante japonês em São Paulo em condições análogas à escravidão

Ação conjunta do MPT, Ministério do Trabalho e Polícia Civil libertou 17 pessoas que viviam em situação degradante na zona norte da capital paulista.

Dezessete trabalhadores foram resgatados em restaurante japonês na zona norte de SP em condições análogas à escravidão. Operação do MPT e autoridades trabalhistas exige pagamento de indenizações e multas.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Dezessete trabalhadores foram resgatados de um restaurante japonês na zona norte de São Paulo, onde eram mantidos em condições análogas à escravidão. A ação foi realizada no dia 3 de outubro por uma força-tarefa composta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Civil de São Paulo. O nome do restaurante não foi divulgado.

De acordo com o MPT, alguns trabalhadores estavam sem registro em carteira e viviam em um alojamento improvisado fornecido pelo próprio empregador, em condições consideradas degradantes. As camas estavam instaladas dentro da cozinha, os banheiros eram insalubres e as paredes estavam cobertas de mofo, com fiação elétrica exposta — situação que representa risco à saúde e à segurança dos empregados.

Medidas imediatas e punições

Durante a operação, foi determinado que os trabalhadores fossem retirados imediatamente dos alojamentos e encaminhados a hotéis, com as despesas pagas pelo empregador. O proprietário do restaurante foi autuado e obrigado a arcar com todas as verbas rescisórias, depósito do FGTS e contribuições previdenciárias.

Além disso, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê:

Aumento no número de empregadores na “lista suja”

No mesmo dia da divulgação da operação, o Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o Cadastro de Empregadores que mantêm trabalhadores em condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja do trabalho escravo”. Foram incluídos 155 novos nomes, sendo 101 pessoas físicas e 58 empresas, um crescimento de 20% em relação à atualização anterior.

Denúncias podem ser feitas online

Casos semelhantes podem ser denunciados de forma sigilosa e online por meio do Sistema Ipê, plataforma do governo federal criada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O canal é destinado a denúncias de trabalho degradante, tráfico de pessoas e outras violações de direitos trabalhistas.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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