Uma mulher de 37 anos foi presa pela Polícia Civil em Joinville, no Norte de Santa Catarina, sob suspeita de estelionato e falsidade ideológica após manter, por mais de um ano, uma identidade falsa como adolescente.
Segundo as investigações, ela teria convencido uma família a acolhê-la ao afirmar que tinha apenas 12 anos e que havia fugido de uma situação de violência familiar.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita procurou ajuda em uma igreja da cidade sem apresentar documentos de identificação.
Na ocasião, relatou que teria deixado o estado do Pará após sofrer maus-tratos e viver em condições de vulnerabilidade. Sensibilizados com a história, membros da comunidade religiosa auxiliaram a mulher, que posteriormente foi acolhida por uma família da região.
Durante aproximadamente 14 meses, a suspeita viveu como integrante da família, que acreditava estar ajudando uma adolescente em situação de risco.
Conforme os investigadores, ela sustentava a narrativa por meio de relatos sobre supostos abusos sofridos no passado e alegações relacionadas a problemas de saúde.
As apurações também indicaram que a mulher adotava comportamentos compatíveis com uma criança ou adolescente para reforçar a versão apresentada às pessoas ao seu redor.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, a suspeita conseguiu convencer os responsáveis de que não poderia frequentar a escola, alegando que um suposto agressor conseguiria localizá-la caso fosse matriculada.
A fraude começou a ser desvendada após uma denúncia encaminhada às autoridades. A partir daí, a Polícia Civil iniciou diligências que revelaram inconsistências nas informações fornecidas pela mulher, culminando na confirmação de sua verdadeira identidade e idade.
Ainda segundo a investigação, a suspeita possui histórico de ocorrências semelhantes em outros estados brasileiros, onde teria utilizado estratégias parecidas para obter acolhimento e benefícios por meio de informações falsas.
Após a prisão, a mulher foi encaminhada às autoridades competentes e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sendo investigado para apurar se houve outros crimes relacionados à fraude e identificar possíveis vítimas em diferentes regiões do país.
A Polícia Civil reforça a importância de comunicar situações suspeitas às autoridades, destacando que denúncias podem ser fundamentais para interromper práticas criminosas e evitar que novas pessoas sejam prejudicadas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
