Manhã de caos: ônibus são sequestrados e vias são bloqueadas na zona oeste do Rio

Ação criminosa interrompeu linhas importantes e afetou milhares de passageiros.

Sequestro de ônibus na Praça Seca provoca paralisação de linhas e bloqueio de vias no Rio de Janeiro

📸Reprodução / Web

Criminosos sequestraram pelo menos cinco ônibus e um veículo do BRT na manhã desta segunda-feira (16), na região da Praça Seca, na zona oeste do Rio de Janeiro. A ação causou bloqueios em importantes vias e afetou diretamente o funcionamento do transporte público na região.

De acordo com informações do Centro de Operações Rio (COR) e do sindicato Rio Ônibus, os veículos foram utilizados como barricadas. Os criminosos retiraram as chaves dos coletivos e os posicionaram de forma estratégica para impedir a circulação de carros e ônibus.

Diversas linhas foram impactadas pela ação, com interrupções, atrasos e desvios de itinerário. Entre elas estão a 306 (Praça Seca x Castelo), 766 (Madureira x Freguesia), 353 (Gardênia Azul x Terminal Gentileza), 636 (Merck x Saens Peña) e 371 (Praça Seca x Praça da República).

Alguns dos veículos sequestrados foram identificados pelas empresas operadoras, incluindo ônibus das linhas 371 e 306.

A ocorrência gerou transtornos para passageiros e motoristas, além de aumentar a tensão na região, que já enfrenta problemas recorrentes de violência urbana e ações do crime organizado.

Retomada gradual

A normalização do trânsito e da circulação de ônibus começou a ocorrer no início da tarde. Por volta das 14h, a operação dos coletivos foi retomada gradualmente, segundo o COR.

A Rua Cândido Benício, uma das principais vias da região, foi liberada no trecho entre as ruas Barão e Doutor Bernardino, além do entorno da estação BRT Tanque.

A Mobi-Rio informou que algumas linhas do BRT voltaram a operar, entre elas a 35 (Alvorada x Paulo da Portela), 41 (Recreio x Paulo da Portela) e 46 (Alvorada x Penha), restabelecendo parcialmente o atendimento aos passageiros.

Impacto na mobilidade

A ação evidencia o impacto direto da criminalidade sobre a mobilidade urbana no Rio de Janeiro. O uso de ônibus como barricadas tem sido uma prática recorrente em áreas sob influência de grupos criminosos, dificultando o deslocamento da população e prejudicando serviços essenciais.

Além dos prejuízos operacionais, episódios como este colocam em risco a segurança de passageiros, motoristas e pedestres, reforçando a necessidade de ações integradas de segurança pública.

O sequestro de ônibus na Praça Seca escancara mais uma vez os desafios enfrentados pelo Rio de Janeiro no combate à criminalidade. Apesar da rápida retomada das operações, o episódio deixa impactos diretos na rotina da população e evidencia a vulnerabilidade do sistema de transporte diante da violência urbana.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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