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Macaé iniciou a seleção de moradores para a primeira turma do AgPopSUS, programa que promove formação popular em saúde e participação comunitária.

Imagem: Divulgação

Macaé seleciona moradores para formação de agentes populares em saúde

Programa do Ministério da Saúde terá 20 participantes e vai preparar representantes das comunidades para identificar problemas e atuar na promoção da saúde.

redacao Por redacao
27/08/2026 - 10:31
em Cidades
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Moradores que atuam em comunidades e movimentos sociais de Macaé e da região começam a se preparar para uma nova experiência de formação em saúde.

Nesta quarta-feira (26), teve início a seleção dos participantes da primeira turma do Programa de Formação de Agentes Populares em Saúde (AgPopSUS), iniciativa ligada ao Ministério da Saúde e ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A procura pelo programa foi maior do que o número de vagas. Ao todo, 60 pessoas se inscreveram, mas somente 20 serão escolhidas para participar da primeira turma.

As inscrições foram encerradas na terça-feira (25), depois que o projeto foi apresentado durante uma edição do ‘Semas + Perto’, ação da Secretaria Municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima de Macaé criada para aproximar o poder público dos moradores da região serrana.

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A apresentação aconteceu no Centro Administrativo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Sana e reuniu cerca de 30 pessoas de diferentes municípios, entre eles Barra de São João, Casimiro de Abreu e Rio de Janeiro.

Na escolha dos participantes, um dos principais critérios será a representatividade de cada candidato dentro do movimento social ou comunidade da qual faz parte. O processo conta com a participação da Rede Nacional de Parteiras Tradicionais e Povos Originários do Brasil.

Formação vai durar sete meses

Os 20 selecionados participarão de uma formação com duração de sete meses. Os encontros acontecerão uma vez por mês, das 9h30 às 17h, no Centro Administrativo da APA do Sana.

A rotina será dividida entre aulas e atividades realizadas diretamente nas comunidades. Pela manhã, os participantes terão momentos de formação. À tarde, será desenvolvido o chamado Tempo Comunidade.

A proposta dessa etapa é levar os participantes para seus próprios territórios, onde poderão observar problemas, necessidades e situações de vulnerabilidade e pensar em maneiras de enfrentá-los.

O modelo segue a chamada Pedagogia da Alternância, que combina o Tempo Escola com o Tempo Comunidade. Dessa forma, o conteúdo aprendido durante os encontros pode ser relacionado às situações encontradas no dia a dia das comunidades.

Para o secretário municipal de Ambiente, Sustentabilidade e Clima, Marcello Ribeiro, a iniciativa também cria um espaço para troca de conhecimentos e aproximação entre o poder público e a população.

O que os agentes poderão fazer

O AgPopSUS segue princípios da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS).

Depois da formação, os agentes poderão participar de atividades de promoção da saúde, como rodas de conversa, visitas às comunidades e ações de apoio às áreas de Saúde e Vigilância em Saúde.

A formação será conduzida por Livia Braga Teixeira, representante no Rio de Janeiro da Rede Nacional de Parteiras Tradicionais e Povos Originários do Brasil.

Parteira tradicional e fundadora da Casa da Parteira, no Sana, Livia também atua como pequena agricultora de base ecológica, produtora de remédios naturais e arquiteta.

Programa nasceu de demanda do SUS

A criação do AgPopSUS atende a uma reivindicação apresentada durante a 17ª Conferência Nacional de Saúde. Na ocasião, foi defendido o reconhecimento e o fortalecimento de experiências de educação popular dentro do SUS.

No Sana, participam da iniciativa a Caverna Sagrada, projeto da Farmácia da Natureza liderado por Livia Braga Teixeira; a ESCTA-Cais Rede Internacional de Parteiras Tradicionais e Povos Originários do Brasil/Cais do Parto; e a Rede de Agentes de Educação Popular em Saúde.

A ideia é fazer com que os moradores tenham participação mais ativa nas discussões sobre saúde em seus próprios territórios. Em vez de apenas receber informações ou serviços, a população passa a contribuir na identificação dos problemas e na construção de alternativas.

Com a primeira turma, Macaé busca aproximar os conhecimentos das comunidades das políticas públicas de saúde e fortalecer uma rede de moradores preparados para atuar na prevenção, na orientação e na mobilização local.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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