Caso Henry: condenação de Jairinho e perdão a Monique geram revolta

Leniel Borel, pai do menino, desabafou após a decisão do júri no Rio de Janeiro.

Pai de Henry Borel reagiu à decisão que condenou Jairinho e concedeu perdão judicial a Monique Medeiros.

📸Reprodução/Redes Sociais

Após dez dias de julgamento, o caso Henry Borel teve um desfecho marcado por condenação, desclassificação de acusação e forte reação da família da vítima. O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em 2021, no Rio de Janeiro.

A sentença reconheceu a responsabilidade de Jairinho pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. O julgamento foi realizado no Tribunal do Júri do Rio e acompanhou um dos casos de maior repercussão nacional envolvendo violência contra criança nos últimos anos.

No mesmo julgamento, Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo. A Justiça entendeu que ela foi omissa diante das agressões sofridas pelo filho. Como a pena foi considerada cumprida, Monique recebeu perdão judicial e deixou a prisão.

A decisão provocou revolta em Leniel Borel, pai de Henry. Em declaração após o julgamento, ele afirmou: “Mataram meu filho pela terceira vez”, em referência à morte da criança, ao sofrimento enfrentado durante o processo e ao resultado envolvendo Monique Medeiros.

O caso Henry Borel mobilizou o país desde 2021 e se tornou símbolo da luta contra a violência infantil. A morte do menino também impulsionou debates sobre proteção de crianças e responsabilização de adultos em situações de agressão, omissão e violência doméstica.

A defesa de Jairinho informou que pretende recorrer da decisão. O Ministério Público e assistentes de acusação também podem questionar pontos do julgamento, especialmente em relação à situação de Monique Medeiros.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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