Querosene de aviação dispara e Petrobras parcela reajuste de quase 55%

Medida busca reduzir impacto imediato nas companhias aéreas e evitar alta brusca nas passagens.

O preço do querosene de aviação (QAV) registrou uma forte alta acumulada, levando a Petrobras a adotar uma estratégia para suavizar o impacto sobre o setor aéreo. A estatal decidiu parcelar um reajuste próximo de 55%, com o objetivo de evitar repasses imediatos e mais agressivos para os consumidores.

O combustível é um dos principais custos operacionais das companhias aéreas, podendo representar uma parcela significativa das despesas totais do setor. Por isso, variações expressivas no preço tendem a impactar diretamente o valor das passagens.

Estratégia para conter impacto no setor

A decisão de diluir o aumento ao longo do tempo busca dar previsibilidade às empresas aéreas, que enfrentam um cenário de custos elevados e demanda sensível a preços.

Com o parcelamento, a Petrobras tenta reduzir o choque imediato no caixa das companhias, permitindo uma adaptação gradual ao novo patamar de preços.

Pressão sobre passagens aéreas

Mesmo com a medida, especialistas avaliam que o aumento do QAV pode pressionar os preços das passagens nos próximos meses, especialmente em períodos de alta demanda, como feriados e férias.

O custo do combustível é um dos fatores mais relevantes na formação das tarifas aéreas, junto com câmbio, manutenção e taxas aeroportuárias.

Cenário internacional influencia preços

A alta do querosene de aviação está ligada ao comportamento do mercado internacional de petróleo, além de fatores como câmbio e logística.

Oscilações no preço do barril e tensões geopolíticas costumam impactar diretamente os derivados, incluindo o QAV.

Setor aéreo acompanha cenário

As companhias aéreas seguem monitorando o cenário e avaliando estratégias para equilibrar custos e manter a competitividade, evitando repasses integrais aos passageiros.

A expectativa é de que o comportamento dos preços ao longo dos próximos meses dependa das condições do mercado global e da política de preços adotada pela Petrobras.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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