Número de idosos cresce no Brasil e redefine políticas de saúde

Especialistas defendem preparação para atender população mais longeva.

O Brasil vive uma mudança demográfica histórica: pela primeira vez, a população idosa já supera a de jovens no país. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que pessoas com mais de 60 anos representam 15,6% da população, ultrapassando o grupo de jovens entre 15 e 24 anos, que corresponde a 14,8%.

O envelhecimento populacional tem ocorrido de forma acelerada nas últimas décadas. Entre os anos 2000 e 2023, o número de idosos praticamente dobrou, refletindo avanços na medicina, aumento da expectativa de vida e queda nas taxas de natalidade.

Esse novo cenário tem provocado mudanças importantes na área da saúde, especialmente na formação de profissionais. A geriatria, especialidade médica voltada ao cuidado com a pessoa idosa, ganha cada vez mais espaço nas universidades e nos programas de especialização.

Especialistas destacam que o atendimento à população idosa exige uma abordagem diferenciada, considerando não apenas doenças mais comuns nessa faixa etária, mas também condições crônicas que acompanham o paciente ao longo da vida e se intensificam com o envelhecimento.

Além disso, cresce a necessidade de promover qualidade de vida e autonomia. Práticas como atividade física, fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para garantir independência e bem-estar aos idosos.

Entidades como a Academia Nacional de Cuidados Paliativos e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia defendem a inclusão obrigatória de conteúdos relacionados ao envelhecimento nos currículos de medicina, preparando melhor os futuros profissionais para lidar com essa realidade.

O envelhecimento da população também traz desafios para políticas públicas, exigindo investimentos em saúde, assistência social e infraestrutura adequada para atender uma população cada vez mais longeva.

Diante desse cenário, especialistas alertam que o Brasil precisa se preparar não apenas para viver mais, mas para viver melhor, garantindo dignidade e qualidade de vida para os idosos.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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