Vacina contra chikungunya poderá ser produzida no país após aval da Anvisa

Tecnologia será transferida para produção local com mesma eficácia

Brasil dá passo importante no combate à chikungunya com nova vacina

Imagem | Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a produção no Brasil da vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan. Com a decisão, o imunizante, conhecido como Butantan-Chik, passa a poder ser fabricado no país e utilizado na rede pública de saúde.

A vacina foi desenvolvida em parceria com a farmacêutica Valneva e já havia sido aprovada anteriormente, com produção realizada no exterior. Agora, o Butantan passa a integrar oficialmente o processo produtivo, assumindo etapas da fabricação em suas unidades em São Paulo.

Apesar da mudança no local de produção, o imunizante mantém as mesmas características de qualidade, segurança e eficácia. A medida representa um avanço na transferência de tecnologia e pode facilitar a ampliação do acesso à vacina no Brasil, incluindo sua possível incorporação ao Sistema Único de Saúde.

Segundo o diretor do Butantan, Esper Kallás, a produção nacional tende a reduzir custos e tornar o imunizante mais acessível à população, sem comprometer os padrões técnicos.

A vacina é indicada para pessoas entre 18 e 59 anos e já foi avaliada em estudos clínicos com cerca de 4 mil voluntários. Os resultados, publicados na revista científica The Lancet em 2023, mostraram que 98,9% dos participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes contra o vírus. Os efeitos adversos observados foram, em sua maioria, leves ou moderados, incluindo dor de cabeça, fadiga, febre e dores musculares.

Em fevereiro de 2026, o imunizante começou a ser aplicado em municípios com alta incidência da doença, como parte de uma estratégia inicial do Ministério da Saúde.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela dengue e pelo vírus Zika. A infecção pode provocar febre alta e dores intensas nas articulações, que em alguns casos evoluem para quadros crônicos, impactando significativamente a qualidade de vida.

Dados da Organização Pan-Americana da Saúde indicam que a doença afetou cerca de 500 mil pessoas no mundo em 2025. No Brasil, foram registrados mais de 127 mil casos e 125 mortes no mesmo período, segundo informações oficiais.

Especialistas destacam que, além da vacinação, medidas de prevenção continuam sendo fundamentais, como evitar água parada e eliminar possíveis criadouros do mosquito, reduzindo o risco de transmissão.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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