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Bombeiros mantêm operação em tanque de estireno da Innova, em Manaus, após vazamento de vapores. Área segue isolada e multas ultrapassam R$ 22 milhões.

Imagem: Reprodução/ João Viana/Secom/Gov. Manaus/ Via RT

Tanque químico mantém operação de emergência ativa no Distrito Industrial de Manaus

Equipes trabalham há mais de 60 horas para resfriar reservatório de estireno; ocorrência deixou centenas de pessoas com sintomas e gerou multas milionárias.

redacao Por redacao
18/07/2026 - 18:14
em Brasil
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Mesmo com a redução da fumaça e da liberação de vapores, o tanque de monômero de estireno da fábrica da Innova ainda exige vigilância permanente no Distrito Industrial de Manaus.

O reservatório permanece sendo resfriado e esvaziado gradualmente para evitar um novo aumento de temperatura e reduzir os riscos de incêndio, explosão ou rompimento da estrutura.

A operação começou na noite de quarta-feira (15) e já ultrapassava 60 horas na manhã deste sábado (18). Bombeiros, engenheiros e técnicos especializados seguem acompanhando o comportamento do tanque durante todo o processo.

A emissão visível diminuiu consideravelmente em comparação com as primeiras horas da ocorrência. O odor da substância, no entanto, ainda podia ser percebido em pontos próximos à fábrica.

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Como medida preventiva, foi mantido o isolamento de aproximadamente 300 metros ao redor da área afetada. Somente profissionais autorizados podem se aproximar do reservatório e dos equipamentos utilizados na contenção.

Cerca de 35 militares participaram da resposta inicial. Parte do efetivo continua na unidade, atuando no resfriamento externo, na retirada do material armazenado e no acompanhamento dos indicadores de segurança.

O monitoramento do reservatório é realizado com câmeras térmicas, equipamentos a laser e outros instrumentos que permitem medir a temperatura sem uma aproximação excessiva.

Os resultados são acompanhados por especialistas do Corpo de Bombeiros e técnicos da empresa. Qualquer mudança na temperatura, na pressão ou na estrutura do tanque pode indicar a retomada da reação química.

Durante as avaliações, foram identificadas pequenas fissuras e deformações na superfície externa do reservatório. A suspeita inicial é de que os danos tenham sido provocados pelo superaquecimento do produto armazenado.

Apesar de o tanque permanecer sob controle, as alterações encontradas exigem cautela. Uma elevação repentina da temperatura poderia provocar novo escape de vapores ou aumentar a pressão interna.

Água é aplicada continuamente na parte externa da estrutura. Ao mesmo tempo, o monômero de estireno é retirado de forma gradual para diminuir o volume existente no interior.

A operação somente deverá ser encerrada depois que os especialistas confirmarem que a reação foi interrompida e que o equipamento não representa mais ameaça.

A investigação trabalha com a possibilidade de uma reação espontânea no interior do tanque. Em determinadas condições, o monômero de estireno pode passar por um processo conhecido como polimerização.

Esse fenômeno libera calor e pode provocar uma elevação contínua da temperatura. O aquecimento também aumenta a pressão interna, criando riscos para a estabilidade do reservatório.

Os tanques industriais possuem válvulas e sistemas de segurança destinados a liberar pressão. A abertura desses dispositivos pode ter produzido os jatos de vapor observados sobre a fábrica no início da emergência.

Esse mecanismo pode ter evitado consequências mais graves, como uma explosão ou o rompimento do equipamento. A origem do problema, entretanto, ainda dependerá de análise técnica e pericial.

Depois que o local estiver seguro, a Polícia Civil e a perícia deverão examinar o tanque, os sistemas de refrigeração, os equipamentos de controle e os procedimentos adotados pela empresa.

Os vapores espalhados pela região provocaram sintomas em trabalhadores e moradores de diferentes pontos de Manaus. Até a tarde de sexta-feira (17), 415 pessoas haviam procurado atendimento médico.

Desse total, 211 pacientes foram atendidos pela rede estadual. Um hospital particular recebeu 147 pessoas, enquanto outras 57 buscaram unidades administradas pelo município.

Entre as queixas relatadas estavam ardência nos olhos, irritação no nariz e na garganta, dor de cabeça, náusea, tontura, sonolência e dificuldade respiratória.

Pessoas que continuarem apresentando sintomas devem procurar atendimento médico. Nos casos mais graves, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pode ser acionado pelo telefone 192.

O estireno é utilizado na fabricação de plásticos, resinas, poliestireno e borrachas sintéticas. Quando inalado em determinadas concentrações, o vapor pode causar irritação e efeitos sobre o sistema nervoso central.

Moradores das áreas próximas também foram orientados a manter os ambientes ventilados. Equipamentos que puxam ar do lado externo devem permanecer desligados enquanto houver presença de odor.

Parte da fábrica foi interditada após a identificação das fissuras e dos riscos relacionados ao tanque. A medida impede a retomada das atividades na área diretamente atingida pela ocorrência.

A circulação permanece limitada aos profissionais responsáveis pela contenção, pelo monitoramento e pela análise das instalações.

Para que o setor seja liberado, a empresa deverá comprovar a estabilidade da estrutura e a ausência de riscos químicos e operacionais.

Os órgãos de fiscalização também deverão avaliar os planos de emergência, os sistemas de drenagem, os equipamentos de controle térmico e os procedimentos adotados para lidar com o produto.

Mesmo após o término da atuação dos bombeiros, análises ambientais deverão verificar se houve contaminação do solo, da água ou de cursos hídricos próximos.

As penalidades aplicadas à Innova já totalizam R$ 22.401.600.

A primeira multa municipal, no valor de R$ 4.554.300, foi motivada pela emissão de poluentes na atmosfera.

Posteriormente, a Prefeitura de Manaus aplicou uma segunda autuação, de R$ 5.347.300, por possíveis impactos no solo e em um corpo hídrico.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas também aplicou uma penalidade de R$ 12,5 milhões por infração ambiental relacionada à liberação dos vapores.

As multas poderão aumentar caso novas irregularidades ou danos sejam identificados durante as investigações e análises laboratoriais.

A empresa informou que colocou em prática seus protocolos de emergência, mantém cooperação com as autoridades e está armazenando os resíduos produzidos durante a operação para posterior tratamento.

A emergência mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, das secretarias de Saúde, dos órgãos ambientais e das forças de segurança.

A qualidade do ar está sendo medida dentro da fábrica, em empresas vizinhas e em outros pontos do Distrito Industrial. As avaliações mais recentes não apontavam concentração suficiente para representar risco imediato à população.

Mesmo com a melhora das condições externas, o calor ainda presente no tanque e as deformações observadas impedem o encerramento da operação.

A retirada do isolamento dependerá de uma análise conjunta dos órgãos envolvidos. Somente após a estabilização completa será possível interromper o resfriamento e autorizar a retomada das atividades no trecho afetado.

Até lá, as equipes continuarão acompanhando o reservatório para evitar uma nova reação química e impedir que a ocorrência evolua para um acidente de maior proporção.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Amazonas#CorpoDeBombeiros#DistritoIndustrial#EmergênciaAmbiental#Estireno#Innova#Manaus#MeioAmbiente#Poluicao#SaúdePública#VazamentoQuimico
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