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Images/LightRocket via Gett

STF decide que correção do FGTS deve garantir a reposição da inflação

Definição do julgamento seguiu o voto médio apresentado pelo ministro Flávio Dino

Redação Por Redação
12/06/2024 - 19:54
em Brasil
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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (12) que a correção das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve garantir, pelo menos, a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

A posição aumenta a atual remuneração das contas de cada trabalhador vinculadas ao fundo. A maioria dos ministros entendeu que essa mudança deve começar a só para os depósitos futuros.

A definição do julgamento foi feita pela proposta intermediária, apresentada pelo ministro Flávio Dino.

O voto do ministro acolheu a proposta feita pelo governo federal. Seguiram seu entendimento Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Relator do caso, ministro Roberto Barroso, presidente do Supremo, votou para que a correção das contas fosse pelo menos igual ao rendimento da poupança. Seguiram sua posição Nunes Marques, André Mendonça e Edson Fachin.

Votaram para rejeitar a ação os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

A Advocacia-Geral da União (AGU) fez uma proposta para que a remuneração das contas, daqui para frente, tenha um valor que garanta, no mínimo, o índice oficial da inflação.

Nesta quarta, o advogado-geral da União, Jorge Messias, reiterou o ponto. A sugestão da AGU mantém a sistemática atual de remuneração das contas: TR (taxa referencial) + 3% + lucros do fundo, e fixa que deve ser garantido, ao menos, a reposição do IPCA.

A proposta do governo foi acertada com as centrais sindicais.

Hoje, a correção das contas do FGTS segue a TR + 3%. A distribuição de lucros do fundo não é obrigatória. A TR hoje tem o valor de cerca de 0,04% ao mês.

Já a poupança rende a TR acrescida de juros de cerca de 0,5% ao mês. O índice varia de acordo com ao valor da meta da taxa Selic.

Entenda

Cálculos do governo federal apresentados ao STF em outubro de 2023 apontam que equiparar a remuneração do FGTS à da poupança elevaria a despesa do orçamento da União em cerca de R$ 8,6 bilhões para um período de quatro anos.

O governo também disse que haveria aumento de até 2,75% na taxa de juros do financiamento habitacional para a faixa de renda familiar de até R$ 2 mil.

A análise do caso no STF começou em abril de 2023.

As informações são da CNN.

Tags: #FGTS#IPCA#STF
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