A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a segunda fase da Operação Orion, investigação que apura um suposto esquema de importação clandestina de peças e acessórios destinados a armas de fogo.
Nesta etapa, agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.
De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam encomendas postais para trazer dos Estados Unidos componentes que seriam destinados principalmente à montagem ou fabricação de fuzis. Os Correios colaboraram com as apurações e ajudaram na identificação de remessas consideradas suspeitas.
A suspeita da Polícia Federal é de que os materiais abastecessem o mercado clandestino de armas no Brasil.
Investigação começou com descoberta de laboratório clandestino
A Operação Orion teve início a partir de uma investigação aberta em 2025. Na época, a Polícia Federal localizou e desativou um laboratório clandestino em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo as apurações, o espaço era utilizado para a produção de armas de fogo com o uso de impressoras 3D.
Durante a primeira fase da operação, os agentes apreenderam equipamentos utilizados na fabricação dos armamentos, além de drone, colete à prova de balas, peças, armas e outros dispositivos.
O material recolhido ajudou os investigadores a avançar na identificação de possíveis integrantes do esquema e a encontrar novas conexões relacionadas às atividades do grupo.
Peças eram enviadas dos Estados Unidos
Com o avanço das investigações, a Polícia Federal passou a apurar a entrada irregular de componentes enviados da Flórida, nos Estados Unidos.
As encomendas, segundo a investigação, eram encaminhadas ao Brasil por meio do sistema postal. Agora, a segunda fase da Operação Orion busca esclarecer como funcionava o esquema e identificar todos os envolvidos na suposta importação clandestina.
Além disso, os investigadores tentam reunir novas provas sobre o destino dos materiais e a possível estrutura utilizada para distribuir ou empregar as peças no país.
Suspeitos podem responder por tráfico internacional de armas
Os alvos da operação são investigados pelo crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou munição.
A Polícia Federal informou que outras possíveis infrações também poderão ser identificadas ao longo das investigações.
Com os mandados cumpridos nesta quinta-feira, a expectativa é que a nova etapa da Operação Orion permita aprofundar as apurações sobre a dimensão do grupo e identificar outros possíveis participantes do esquema de entrada clandestina de componentes de armas no Brasil.
*Da Agência Fonte Exclusiva
