Mulheres ainda ganham menos que homens no Brasil, aponta relatório do governo federal

Diferença salarial chega a 21,3% e é ainda maior entre mulheres negras, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

Relatório do governo federal mostra que mulheres recebem menos que homens no Brasil. Diferença salarial chega a 21,3%, com maior impacto sobre mulheres negras.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

A presença feminina no mercado de trabalho brasileiro continua em expansão, mas a desigualdade salarial em relação aos homens ainda permanece elevada.

É o que aponta um novo levantamento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (27).

Segundo os dados, as mulheres recebem, em média, menos de R$ 4 mil por mês, enquanto a média salarial dos homens ultrapassa R$ 5 mil.

A diferença representa uma disparidade de 21,3% na remuneração entre os gêneros, evidenciando que o avanço na participação feminina ainda não se reflete em igualdade de renda.

O estudo revela também um recorte mais crítico entre mulheres negras. Nesse grupo, a diferença salarial em relação aos homens chega a aproximadamente R$ 2 mil a menos por mês, reforçando o impacto da desigualdade de gênero associado a fatores raciais.

As informações fazem parte do quinto Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo governo federal com base em dados de cerca de 53 mil empresas com 100 ou mais funcionários.

O documento integra as ações previstas pela Lei da Igualdade Salarial, sancionada em 2023, que estabelece mecanismos de transparência para reduzir disparidades no ambiente de trabalho.

De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a proposta não tem caráter punitivo, mas busca incentivar a adequação das empresas à legislação e promover igualdade de condições salariais entre homens e mulheres que exercem funções equivalentes.

Apesar da desigualdade persistente, o relatório também aponta avanços na participação feminina no mercado formal.

O número de trabalhadoras chegou a cerca de 8 milhões, representando um crescimento de 11%. Entre mulheres pretas e pardas, o aumento foi ainda mais expressivo, alcançando 29%.

Os dados reforçam que, embora haja progresso na inserção das mulheres no mercado de trabalho, a equidade salarial ainda é um desafio estrutural no país.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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