Levantamento aponta que 41% dos brasileiros vivem em áreas com presença de facções ou milícias

Estudo indica avanço de grupos criminosos para o interior do país e aumento da sensação de insegurança em comunidades.

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que 41,2% da população vive em áreas com atuação de facções ou milícias e aponta impactos na violência e no cotidiano.

Imagem: Reprodução/ Gettyimages.ru / Michael Heffernan Via RT

Um levantamento divulgado no domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou novos dados sobre a presença de grupos criminosos no cotidiano de moradores de diferentes regiões do país.

De acordo com o estudo, 41,2% da população brasileira com 16 anos ou mais afirma viver em áreas onde há atuação de facções ou milícias. O dado indica que aproximadamente 68,7 milhões de pessoas estão expostas a esse tipo de realidade em seus bairros.

A percepção varia conforme o território. Nas capitais, o índice chega a 55,9%. Nas regiões metropolitanas, é de 46%, enquanto no interior cai para 34,1%.

O relatório aponta que esse cenário está ligado à expansão territorial de organizações como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, que vêm ampliando sua atuação para além dos grandes centros urbanos.

Entre os entrevistados que reconhecem a presença desses grupos, 61,4% afirmam que eles exercem influência significativa ou moderada sobre regras de convivência nas comunidades.

Segundo a diretora-executiva do Fórum, Samira Bueno, há locais onde ocorre uma disputa direta entre o poder estatal e o controle exercido pelo crime, que passa a impor normas locais.

O estudo também aponta impactos diretos na rotina da população. A maioria dos moradores relata medo de confrontos armados, evita determinados locais e horários e teme retaliações em caso de denúncia de crimes.

Além disso, os índices de violência são mais altos nessas regiões. Enquanto a média nacional de vitimização é de 40,1%, ela sobe para 51,1% em bairros com presença de grupos criminosos.

Crimes como roubo de celular e assaltos à mão armada também apresentam crescimento nesses territórios.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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