Firjan projeta impacto bilionário com possível fim da escala 6×1

Entidade afirma que mudança pode elevar preços de serviços, pressionar empresas e exigir adaptação gradual por setores

Projeto que prevê o fim da escala 6x1 avança na Câmara e pode gerar impacto anual de R$ 180 bilhões, segundo a Firjan, com possível repasse de custos à população.

Reprodução | Agência Brasil

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, em análise na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, tem gerado debate sobre possíveis efeitos na economia. A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) estima que a mudança pode gerar impacto anual de até R$ 180 bilhões.

Em entrevista à CNN Brasil, o vice-presidente da entidade, Antônio Carlos Vilela, afirmou que a redução da jornada é comum em países desenvolvidos, mas questionou se o Brasil reúne condições econômicas para adotar a medida neste momento.

Segundo ele, fatores como baixa produtividade industrial, juros elevados, escassez de mão de obra qualificada e cenário fiscal delicado dificultariam a implementação imediata. Para Vilela, reduzir a carga de trabalho sem aumento de produtividade pode trazer desequilíbrios.

A entidade também avalia que o custo adicional seria repassado à população. Setores que funcionam continuamente, como saúde, teriam de ampliar contratações para manter o atendimento, elevando gastos públicos e privados. Planos de saúde, serviços terceirizados e comércio também poderiam reajustar preços.

Outro risco apontado é o encerramento de atividades por empresas incapazes de absorver os custos, além da possibilidade de redução de vagas em alguns segmentos.

A Firjan defende que a mudança seja debatida gradualmente e por setor econômico. Entre as alternativas discutidas estão reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas ou criar mecanismos de compensação, como desoneração da folha.

O governo pediu urgência na tramitação, mas representantes da indústria argumentam que a transição precisa de planejamento para evitar impactos mais amplos na economia.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

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