Brasil envelhece rapidamente e tem crescimento populacional em desaceleração, aponta IBGE

Pesquisa revela mudanças na estrutura etária, nos domicílios e nas desigualdades regionais do país em 2025.

Dados da Pnad 2025 mostram que o Brasil envelhece, cresce menos e passa por mudanças na composição populacional, moradia e desigualdades regionais.

Imagem: Reprodução/ Paulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil vem registrando uma mudança significativa em sua estrutura demográfica, com envelhecimento acelerado da população e desaceleração no crescimento total de habitantes.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Segundo o levantamento, o país alcançou 212,7 milhões de habitantes em 2025, um aumento de apenas 0,39% em relação ao ano anterior.

O estudo mostra que o ritmo de crescimento populacional vem caindo desde 2021, indicando uma tendência de estabilização demográfica.

A pesquisa também evidencia mudanças no perfil etário da população brasileira. A participação de pessoas com menos de 40 anos diminuiu, enquanto faixas mais velhas cresceram de forma contínua. O grupo com 60 anos ou mais passou de 11,3% em 2012 para 16,6% em 2025.

Esse envelhecimento fica mais evidente na comparação da pirâmide etária, com redução da base formada por jovens e ampliação do topo, representado pela população idosa.

Regiões como Sudeste e Sul concentram os maiores percentuais de idosos, enquanto Norte e Nordeste ainda apresentam maior presença de jovens.

O estudo também aponta alterações na composição racial da população. A proporção de pessoas que se declaram brancas caiu de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Já a população preta cresceu no mesmo período, passando de 7,4% para 10,4%.

Outro dado relevante é o aumento de domicílios com apenas um morador, que chegou a 19,7% em 2025. Apesar disso, a maioria das residências ainda é formada por famílias tradicionais, como casais com ou sem filhos.

Em relação à moradia, os imóveis alugados passaram a representar 23,8% do total, enquanto os domicílios próprios quitados recuaram para 60,2%. O levantamento também indica crescimento da presença de apartamentos no país.

No campo da infraestrutura, os dados mostram avanços no acesso a serviços básicos, embora persistam desigualdades regionais. O acesso à rede geral de água chega a 86,1% dos domicílios, mas cai significativamente em áreas rurais.

O IBGE destaca que o conjunto dos dados revela um país em transformação, com mudanças estruturais profundas na população, nos arranjos familiares e nas condições de vida.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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