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Estudo mostra redução da circulação dos tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV entre jovens brasileiros e reforça a proteção oferecida pela dose única.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Vacina reduz pela metade circulação de tipos perigosos de HPV entre jovens

Pesquisa aponta queda expressiva dos quatro tipos combatidos pelo imunizante, mas alerta para baixa adesão entre os meninos.

redacao Por redacao
24/07/2026 - 11:38
em Saúde
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A vacinação contra o HPV já produz resultados importantes entre os jovens brasileiros.

A presença dos quatro tipos do vírus combatidos pelo imunizante quadrivalente caiu de 14,98% para 7,95% entre os dois períodos analisados pela pesquisa Pop-Brasil.

As primeiras amostras foram coletadas entre 2016 e 2017. A segunda etapa reuniu dados obtidos entre 2020 e 2023.

O estudo foi conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde e acompanhou pessoas sexualmente ativas com idade entre 16 e 25 anos.

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Mais de 16 mil jovens participaram

Na primeira fase, os pesquisadores analisaram 6.388 participantes que não haviam recebido a vacina.

A etapa seguinte contou com mais de 10 mil pessoas, incluindo jovens vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

O levantamento é considerado o maior estudo realizado na América Latina sobre os efeitos da vacinação contra o HPV.

Mulheres vacinadas tiveram maior redução

Entre meninas e mulheres, a prevalência dos tipos protegidos pela vacina era de 15,6% na primeira etapa.

Na segunda fase, o índice caiu para 3,1% entre as participantes imunizadas.

A redução também apareceu entre aquelas que não haviam recebido a vacina. Nesse grupo, a circulação dos tipos analisados ficou em 10,5%.

O resultado pode indicar um efeito de proteção coletiva. Quando mais pessoas são vacinadas, a transmissão diminui e até quem não recebeu o imunizante pode ficar menos exposto.

Cobertura permanece abaixo da meta

Apesar da queda registrada, a proporção de jovens vacinados ainda está distante da meta de 90%.

Entre as participantes do sexo feminino, 61,8% haviam recebido o imunizante.

No público masculino, a cobertura era ainda menor: apenas 31,1% dos homens estavam vacinados.

A baixa adesão dos meninos é apontada como uma das principais dificuldades para ampliar a proteção coletiva.

Homens vacinados também ficaram mais protegidos

Entre os homens imunizados, a prevalência dos tipos incluídos na vacina caiu de 13,8% para 4,6%.

Já entre os não vacinados, a pesquisa não identificou uma redução considerada estatisticamente significativa.

Os pesquisadores avaliam que esse resultado pode estar relacionado à menor cobertura vacinal masculina.

A associação frequente do HPV apenas ao câncer do colo do útero também pode contribuir para a baixa procura dos meninos pela vacina.

Vírus também provoca câncer em homens

Embora seja amplamente relacionado à saúde feminina, o HPV também pode causar doenças graves no público masculino.

O vírus está associado a tumores no pênis, no ânus, na boca e na garganta.

Por isso, a vacinação de meninos e homens é considerada importante não apenas para reduzir a circulação do vírus, mas também para prevenir diferentes tipos de câncer.

Dose única demonstrou resultado positivo

O estudo não encontrou diferença importante na presença do vírus entre participantes que haviam recebido uma, duas ou três doses.

O resultado reforça a proteção oferecida pelo esquema de dose única adotado pelo Sistema Único de Saúde para crianças e adolescentes.

A simplificação do calendário pode facilitar a vacinação e aumentar a quantidade de pessoas protegidas.

Tipos perigosos diminuíram

A vacina quadrivalente combate os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV.

Os tipos 6 e 11 estão relacionados principalmente ao aparecimento de verrugas genitais.

Já os tipos 16 e 18 são classificados como de alto risco por estarem associados ao desenvolvimento de diferentes cânceres.

A redução específica desses quatro tipos mostra o efeito direto da imunização sobre as formas do vírus incluídas na vacina.

Circulação geral do HPV aumentou

Apesar do resultado positivo entre os tipos combatidos pelo imunizante, a prevalência geral do HPV aumentou.

Considerando todas as variedades do vírus, o índice passou de 46,7% para 56,6% entre as duas etapas da pesquisa.

Esse crescimento ocorreu ao mesmo tempo em que os tipos 6, 11, 16 e 18 apresentaram redução.

O dado reforça que a vacinação protege contra tipos específicos, mas não elimina a necessidade de cuidados, acompanhamento e prevenção.

SUS oferece vacina a diferentes públicos

Atualmente, o SUS disponibiliza uma dose do imunizante para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos.

Pessoas pertencentes a grupos com condições específicas podem receber mais aplicações.

Entre esses públicos estão pessoas imunossuprimidas, vítimas de violência sexual e usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV.

Maior adesão pode prevenir câncer

A vacina é considerada a principal forma de prevenção contra o HPV.

Os resultados da pesquisa indicam que o imunizante reduz de maneira expressiva a circulação dos tipos associados às verrugas genitais e a diferentes tumores.

O principal desafio agora é ampliar a cobertura, especialmente entre os meninos.

Com mais jovens vacinados, a transmissão poderá diminuir ainda mais, fortalecendo a proteção coletiva e prevenindo casos de câncer no futuro.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Câncer#HPV#Imunização#PopBrasil#Prevenção#SaúdeDosJovens#SaúdePública#SUS#Vacinação#VacinaHPV
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