A menos de um ano do início da Copa do Mundo FIFA 2026, especialistas em segurança vêm chamando atenção para os riscos associados às partidas que serão realizadas nos Estados Unidos.
O torneio também terá jogos no Canadá e no México, com previsão de grande circulação de público em estádios e eventos paralelos, como fan festivals e exibições públicas.
De acordo com análises citadas pelo jornal The Guardian, os 78 jogos programados em 11 cidades norte-americanas apresentam vulnerabilidades que exigem atenção reforçada das autoridades.
Apenas a final da competição foi classificada como evento de segurança nacional especial.
Para a preparação do torneio, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos destinou cerca de 625 milhões de dólares em medidas de planejamento e proteção.
O principal alerta apontado por especialistas envolve a possibilidade de ataques realizados por extremistas violentos domésticos e indivíduos radicalizados pela internet que agem de forma isolada.
Esse tipo de ameaça é considerado mais difícil de detectar por não depender de estruturas organizadas tradicionais.
Outro ponto destacado é o contexto geopolítico internacional, que pode aumentar a sensibilidade do evento, especialmente em situações hipotéticas envolvendo seleções de países com tensões diplomáticas ou a presença de autoridades estrangeiras nas cidades-sede.
Diante desse cenário, autoridades de segurança trabalham com a necessidade de ampliar sistemas de inteligência, monitoramento e resposta rápida, considerando que grandes eventos esportivos concentram multidões e podem se tornar alvos simbólicos.
A expectativa é que, nos próximos meses, os países-sede intensifiquem a coordenação entre agências de segurança para reduzir riscos e garantir a realização segura do torneio.
*Da Agência Fonte Exclusiva
